Guitarra ou Violão?

Guitarra ou Violão?

Uma dúvida frequente que aparece por aqui é a seguinte:
Quero aprender a tocar guitarra, devo começar pelo violão?

Até meados dos anos 1980, as escolas de música que oferecem cursos livres ainda não eram tão comuns. Havia apenas alguns conservatórios de música com a opção do violão, principalmente o clássico.

Então, na época, alguém que quisesse aprender a tocar guitarra tinha basicamente duas opções: encontrar um professor particular de guitarra ou estudar violão, para depois aplicar o mesmo conhecimento na guitarra. Além, é claro, de ter algum conhecido que soubesse tocar e estivesse disposto a ensinar.

Assim, provavelmente, surgiu o mito da necessidade de aprender a tocar o violão antes de “passar” para a guitarra.

A partir dos anos 1990, com a abertura das importações e o consequente aumento da oferta nas lojas de instrumentos, se tornou mais fácil adquirir uma guitarra e, aos poucos, mais e mais escolas passaram a oferecer também esse curso.

Pulando para hoje, 2021.
Se o seu objetivo é aprender guitarra, vá em frente!
Não há a menor necessidade de aprender o violão primeiro.

Agora, se você já tem um violão e não quer investir na guitarra neste momento, é muito possível fazer as aulas com uma guitarra da escola e, em casa, estudar no violão. Mesmo com aulas online é possível evoluir estudando no violão, levando em conta a finalidade de tocar a guitarra. Apenas, nesse caso, o contato com o instrumento fica para um momento futuro.

Gosta dos dois instrumentos e está na dúvida?
Vale levar em consideração a praticidade do violão, tanto para mantê-lo à mão – é só pegar e tocar, enquanto a guitarra precisa pelo menos de cabo e amplificador – quanto para transportar e tocar sem depender de energia elétrica, como na praia, por exemplo.

Dois Fundamentos

Aulas de música online: WhatsApp

Em música, tudo é importante. Não à toa, passamos a vida inteira estudando. Mas, se eu pudesse elencar dois itens que considero imprescindíveis para tocar “qualquer” instrumento musical que emita notas afinadas, esses seriam intervalos e localização das notas no instrumento.

Atenção, guitarristas! Localização das notas, e não desenhos*.

Com o conhecimento completo dos intervalos, incluindo a série harmônica, é possível formular qualquer elemento musical: acordes, arpejos, escalas, modos, etc. E é bom lembrar que esse conhecimento vale para qualquer instrumento. Aprende-se uma vez e será útil para sempre.

Assim, ao estudar um instrumento diferente, é preciso se dedicar, a princípio, apenas ao segundo item: localização das notas.

Nesse sentido, cada instrumento tem sua peculiaridade. O piano, por exemplo, é muito visual. A guitarra dá um pouquinho mais de trabalho, mas é possível conhecer o braço todo em relativamente pouco tempo. Já em instrumentos sem trastes, como o violino, e em instrumentos de sopro, como o trompete, é mais difícil de conseguir uma correta afinação.

Em todo caso, com uma boa metodologia, é possível saber intervalos e conhecer bem a localização das notas no seu instrumento em pouco tempo.

Esses dois itens são fundamentos. É como ser caixa de um supermercado e conhecer as cédulas de dinheiro e saber fazer contas para receber e dar o troco.

Mesmo se o objetivo não for tocar mais de um instrumento, essas informações são importantes para a realização de um arranjo ou para se comunicar com os membros da sua banda.

*Ok, é possível tocar, e bem, só por desenhos – depende do instrumento, na verdade – e sem saber intervalos, mas, várias limitações serão constantemente impostas e ao estudar um outro instrumento, será como começar novamente do zero.

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Leandro Fonseca fb.com/leandrofonsecatgk
Compositor, Professor, Músico, Produtor e Diretor da Mousikê
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Algo sobre as cores dos modos

Algo sobre as cores dos modos

Por Leandro Fonseca

Aulas de música online: WhatsApp

Eu acho meio chato explicar as músicas. Pra mim, é como ter que explicar uma piada. Mas música instrumental carece justamente do texto e para o músico, ou estudante, talvez seja interessante poder fazer algumas observações sobre conceitos. Por isso, escrevi esta pequena explanação sobre La Reina.

Em relação à sonoridade, o Mixolídio seria um modo meio suspenso, transitório, mais claro do que o Frígio que seria um modo mais tenso, misterioso e exótico.

O Frígio é comumente associado ao som da música mediterrânea, em especial, à música espanhola que, por sua vez, tem forte influência da música árabe. Já o Mixolídio é bastante comum na Região Nordeste do Brasil.

Quanto à improvisação, ou seja, quando os modos assumem a função de escala dos acordes, o Frígio é associado a um acorde suspenso com nona menor – sus4(b9) -, enquanto o Mixolídio está relacionado com acordes do tipo dominante (maiores ou suspensos com a sétima menor).

Neste ponto, o modo Mixolídio e o Frígio se aglutinam, já que a terça menor do Frígio pode ser tratada como uma nona aumentada e, assim, ele assume uma opção de escala para acordes dominantes alterados (maiores ou suspensos com a sétima menor, com nona menor, nona aumentada e décima terceira menor). Note que, neste caso, a terça maior do acorde não está inclusa no modo.

Um dos modos sintéticos da menor melódica, o Frígio 6, é aplicado sobre acordes dominantes com nona menor, nona aumentada e décima terceira. O modo Frígio Maior, ou Mixolídio b9 b13, modo sintético da escala menor harmônica, também é aplicado sobre acordes dominantes com nona menor e décima terceira menor, sendo comum, ainda, a inclusão da nona aumentada, transformando o modo em uma escala de oito notas.

Resumindo, ao conciliar a nona menor, nota característica do Frígio, com estruturas dominantes, é possível observar uma conexão entre esses dois modos.

Frígio -> Frígio 6 -> Frígio Maior = Mixolídio b9 b13 -> Mixolídio b9 -> Mixolídio (escuro pro claro)

Em La Reina, o modo base para a composição foi o Mixolídio b9, mas existe essa mistura de influências da música mediterrânea e da música brasileira em uma música que é mais prog e metal do que qualquer outra coisa.

Ah, e há uma brincadeira com o nome da música. La Reina é A Rainha em espanhol, mas a música gira em torno da nota Lá, ou seja, Lá Reina.

Pompeii é um outro exemplo. O modo utilizado é o Mi Frígio 6 #4 (Mi Fá Sol Lá# Si Dó# Ré Mi). A primeira parte apresenta um dedilhado meio misterioso e, em seguida, aparece uma parte contrastante, com uma sonoridade mais brasileira, em intervalos de sexta. Na reapresentação da primeira parte, a bateria já assume um ritmo de baião. O modo Mixolídio #4 (ou Lídio b7) seria a opção mais convencional para uma situação como essa. Novamente existe essa fusão de algo mais Frígio, mais misterioso, mais espanhol com algo mais Mixolídio, mais nordestino, mais brasileiro.

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Lançamento de Paternoster

Lançamento de Paternoster

Por Leandro Fonseca

Paternoster é o nome do meu novo trabalho.

O lançamento ocorre neste sábado, dia 15 de fevereiro de 2020.

O álbum conta com seis faixas instrumentais que passeiam entre a música brasileira, o jazz e o metal progressivo.

Se trata de uma continuação do EP anterior: Sator Square Suite.

Os nomes das músicas remetem à erupção do vulcão Vesúvio, que destruiu Pompéia em 79 D.C.

Participam do álbum: Adriano Silva (bateria e percussão), Arthur Braga (piano), Denis Miranda e Leonardo Miyata (bateria), Leandro Fonseca (guitarra), Lucas Ervolino e Matheus Manente (baixo), Tassio Rossi (violão) e Sonny Mena (saxofone).

Track List:

1. The Alpha
2. Pliny The Younger
3. Pliny The Elder
4. Vesuvius
5. Pompeii
6. The Omega

Todas as músicas foram produzidas e compostas por mim. Gravado no estúdio da Mousikê (São Paulo).

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Digitações para a Escala Pentatônica no Baixo

O intervalo de quinta é a base para a construção de uma das escalas mais conhecidas e usadas no mundo todo: a pentatônica (escala de cinco notas). Talvez a mais universal de todas, se pensarmos na sua antiguidade e na primazia de que desfruta nas músicas dos mais diferentes pontos do planeta.

Essa escala é gerada a partir de uma série de quintas sucessivas. Se tomarmos a nota fá como ponto de partida, teremos como sua quinta superior a nota dó, cuja quinta por sua vez, é sol, cuja quinta será ré, que tem sua quinta em lá (fá-dó-sol-ré-lá).

Colocando esse grupo de notas em ordem, em relação de vizinhança, teremos: fá-sol-lá-dó-ré. Essas cinco notas reunidas no âmbito de uma oitava constituem uma escala de larga aplicabilidade, encontrável na China, na Indonésia, na África ou na América.

Transpondo o seu conjunto para um semitom acima, elas coincidem com as teclas pretas do piano.

A Escala Pentatônica Maior é formada pela sequência intervalar F 2M 3M 5J 6M.
A Escala Pentatônica Menor é formada pela sequência intervalar F 3m 4J 5J 7m.

As digitações abaixo servem para Láb Maior e Fá Menor.

Bons estudos!

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Referências:
WISNIK, José Miguel. O som e o sentido. São Paulo: Companhia das Letras, 1989

Digitações para a Escala Maior Harmônica e seus modos

Este é um post para os guitarristas.

Nada como conhecer bem o braço da guitarra e saber localizar com facilidade qualquer nota em qualquer região. Mas a guitarra é um instrumento que possibilita a utilização de desenhos de digitação e isso ajuda bastante quem está começando – e até quem já toca – a ter mais fluência, desenvolver a velocidade, mudar de tom ou de escala, ou de acorde ou qualquer outro elemento com mais facilidade.

Sendo assim, aqui eu disponibilizo os desenhos fechados de digitação da Escala Maior Harmônica e de seus modos sintéticos. Informações teóricas sobre essa escala você encontra aqui.

A Escala Maior Harmônica é a qurta grande escala geradora de modos interessantes, a saber, Escala Diatônica, Menor Melódica, Menor Harmônica, Maior Harmônica, Menor Melódica b5 e Menor Melódica #5. A Escala Maior Harmônica possui um intervalo de segunda aumentada, o que lhe confere também aquele sabor oriental/mediterrânico/árabe.

Lick com o modo Mixolídio b9 em Lá

Os desenhos estão em Dó Maior Harmônica e servem para os modos:

Dó Jônio b6 – Dó Ré Mi Fá Sol Láb Si Dó
Ré Dório b5 – Ré Mi Fá Sol Láb Si Dó Ré
Mi Frígio b4 – Mi Fá Sol Láb Si Dó Ré Mi
Fá Lídio b3 – Fá Sol Láb Si Dó Ré Mi Fá
Sol Mixolídio b9 – Sol Láb Si Dó Ré Mi Fá Sol
Lá Lídio #5 #9 – Láb Si Dó Ré Mi Fá Sol Láb
Si Lócrio º7 – Si Dó Ré Mi Fá Sol Láb Si

Bons estudos!

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Intervalos Compostos

Para fecharmos o assunto intervalo e suas classificações, veremos agora os Intervalos Compostos.

Recapitulando

– primeiro nós vimos a classificação dos intervalos de quinta: todas as quintas naturais são justas, exceto si – fá (quinta diminuta);
– depois, passamos pelos intervalos de terça: dó – mi, fá – lá e sol – si são terças maiores, as demais terças formadas entre notas naturais são menores;
– e, por último, os intervalos de sétima: dó – si e fá – mi são sétimas maiores, as demais sétimas formadas entre notas naturais são menores; *um semitom abaixo da oitava é uma sétima maior, um tom abaixo da oitava é uma sétima menor e um tom e meio abaixo da oitava é uma sétima diminuta.

Intervalos Compostos

Os intervalos compostos são aqueles que ultrapassam uma oitava.
Lembrando que a oitava é a repetição do som fundamental em um registro mais agudo.
Assim, os próximos intervalos, depois da oitava, seriam: a nona (repetição da segunda), a décima (repetição da terça), a décima primeira (repetição da quarta), a décima
segunda (repetição da quinta), a décima terceira (repetição da sexta) e a décima quarta (repetição da sétima).

Os intervalos que já estudamos, quintas, terças e sétimas, não usam essa classificação composta, continuam sendo quintas, terças e sétimas, mesmo quando ultrapassam a
oitava.

Os intervalos de segunda, quarta e sexta – nona, décima primeira e décima terceira, respectivamente, quando ultrapassam a oitava – ainda não tinham sido mencionados.
Os intervalos compostos de nona, décima primeira e décima terceira, recebem a mesma classificação que os intervalos simples de segunda, quarta e sexta.
Vamos a eles.

Segunda (ou Nona)

– a segunda menor é um intervalo de 1 semitom;
– a segunda maior é um intervalo de 1 tom ou 2 semitons;
– a segunda aumentada é um intervalo de 1,5 tom ou 3 semitons;

Entre as notas naturais:

– os intervalos mi – fá e si – dó são segundas menores, todos os outros (dó – ré, ré – mi, fá – sol, sol – lá e lá – si) são segundas maiores.
* não existe segunda aumentada entre notas naturais, sempre haverá algum acidente.

Quarta (ou Décima Primeira)

– a quarta justa é um intervalo de 2,5 tons ou 5 semitons;
– a quarta é uma inversão da quinta, logo, todas as quartas são justas, exceto fá – si;
– a quarta aumentada é um intervalo de 3 tons.

Sexta (ou Décima Terceira)

– a sexta menor é um intervalo de 4 tons ou 8 semitons;
– a sexta maior é um intervalo de 4,5 tons ou 9 semitons;
– a sexta aumentada é um intervalo de 5 tons ou 10 semitons;

A segunda está entre a fundamental e a terça, a quarta está entre a terça e a quinta e a sexta está entre a quinta e a sétima.
Você pode se apoiar nos outros intervalos já estudados (quintas, terças e sétimas) para classificar os novos.

Por fim, uma tabela com todos os intervalos e sua classificações:

intervalos tabela

Bons estudos!

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Dia Internacional do Jazz

Dia Internacional do Jazz

Hoje, 30 de abril, é comemorado o Dia Internacional Do Jazz.

Em novembro de 2011, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) designou oficialmente a data para homenagear o jazz e seu papel diplomático de unir pessoas em todos os cantos do globo.

A celebração deste dia tem como objetivo sensibilizar o público em geral sobre as virtudes do jazz como uma ferramenta educacional e como motor de paz, unidade, diálogo e fortalecimento da cooperação entre os povos. É uma oportunidade para difundir a ideia de que o jazz não é apenas um gênero musical, mas também contribui para a construção de sociedades mais inclusivas.

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A história do Jazz é escrita através da busca pela dignidade humana, democracia e direitos civis e dá força à luta contra a discriminação e o racismo.

  • O jazz quebra barreiras e cria oportunidades para compreensão e tolerância mútuas;
  • O jazz promove a liberdade de expressão;
  • O jazz reduz as tensões entre indivíduos, grupos e comunidades;
  • O jazz incentiva a inovação artística, a improvisação, novas formas de expressão e a inclusão de formas musicais tradicionais em novas;
  • O jazz estimula o diálogo intercultural e capacita os jovens de sociedades marginalizadas.

O jazz é um florescimento da beleza nascido da opressão – a música da improvisação e da criação coletiva. A liberdade e a abertura estão em seu núcleo, permitindo que ela seja adotada por culturas de todo o mundo, enriquecidas por cada uma com sua própria história musical e notas específicas. Dá voz às lutas e aspirações de milhões de pessoas e representa um símbolo incrível da liberdade de expressão e da dignidade humana. É uma linguagem universal de paz em um momento de crescente discórdia e divisão.

Vamos celebrar!

https://en.unesco.org/commemorations/jazzday

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Masterclass Paul Gilbert

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Tive a oportunidade de assistir à masterclass do guitarrista Paul Gilbert em Coimbra, no dia 12 de abril de 2019. Realizada no auditório da Casa do Juíz e organizada por Marco Matos, da Scherzo Academia de Música e Artes, trata-se da segunda edição do Virtuosos da Guitarra, que teve Guthrie Govan como convidado na primeira edição.

Gilbert, além dos trabalhos com Mr. Big e Racer-X, mantém desde 1998 uma intensa carreira solo com uma invejável discografia.

Acompanhado pelo baixista Miguel Falcão e pelo baterista Sérgio Marques, Paul Gilbert tocou músicas próprias, como a nova Havin’ it, do album Behold Electric Guitar, e também alguns covers como Don’t Take Me For A Loser, do Gary Moore, Love Me Do, dos Beatles e Owner Of A Lonely Heart, do Yes, executando a linha vocal na guitarra.

Em aproximadamente duas horas, além das músicas, Paul falou sobre sua técnica, comentando o movimento dos ombros e do pulso, sobre interpretação e também um pouco de teoria musical básica – formação de acordes, tercinas e intervalos.

Abaixo o vídeo de Love Me Do, registrado por mim:

Algumas fotos na minha página no Facebook

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