Intervalos Compostos

Para fecharmos o assunto intervalo e suas classificações, veremos agora os Intervalos Compostos.

Recapitulando

– primeiro nós vimos a classificação dos intervalos de quinta: todas as quintas naturais são justas, exceto si – fá (quinta diminuta);
– depois, passamos pelos intervalos de terça: dó – mi, fá – lá e sol – si são terças maiores, as demais terças formadas entre notas naturais são menores;
– e, por último, os intervalos de sétima: dó – si e fá – mi são sétimas maiores, as demais sétimas formadas entre notas naturais são menores; *um semitom abaixo da oitava é uma sétima maior, um tom abaixo da oitava é uma sétima menor e um tom e meio abaixo da oitava é uma sétima diminuta.

Intervalos Compostos

Os intervalos compostos são aqueles que ultrapassam uma oitava.
Lembrando que a oitava é a repetição do som fundamental em um registro mais agudo.
Assim, os próximos intervalos, depois da oitava, seriam: a nona (repetição da segunda), a décima (repetição da terça), a décima primeira (repetição da quarta), a décima
segunda (repetição da quinta), a décima terceira (repetição da sexta) e a décima quarta (repetição da sétima).

Os intervalos que já estudamos, quintas, terças e sétimas, não usam essa classificação composta, continuam sendo quintas, terças e sétimas, mesmo quando ultrapassam a
oitava.

Os intervalos de segunda, quarta e sexta – nona, décima primeira e décima terceira, respectivamente, quando ultrapassam a oitava – ainda não tinham sido mencionados.
Os intervalos compostos de nona, décima primeira e décima terceira, recebem a mesma classificação que os intervalos simples de segunda, quarta e sexta.
Vamos a eles.

Segunda (ou Nona)

– a segunda menor é um intervalo de 1 semitom;
– a segunda maior é um intervalo de 1 tom ou 2 semitons;
– a segunda aumentada é um intervalo de 1,5 tom ou 3 semitons;

Entre as notas naturais:

– os intervalos mi – fá e si – dó são segundas menores, todos os outros (dó – ré, ré – mi, fá – sol, sol – lá e lá – si) são segundas maiores.
* não existe segunda aumentada entre notas naturais, sempre haverá algum acidente.

Quarta (ou Décima Primeira)

– a quarta justa é um intervalo de 2,5 tons ou 5 semitons;
– a quarta é uma inversão da quinta, logo, todas as quartas são justas, exceto fá – si;
– a quarta aumentada é um intervalo de 3 tons.

Sexta (ou Décima Terceira)

– a sexta menor é um intervalo de 4 tons ou 8 semitons;
– a sexta maior é um intervalo de 4,5 tons ou 9 semitons;
– a sexta aumentada é um intervalo de 5 tons ou 10 semitons;

A segunda está entre a fundamental e a terça, a quarta está entre a terça e a quinta e a sexta está entre a quinta e a sétima.
Você pode se apoiar nos outros intervalos já estudados (quintas, terças e sétimas) para classificar os novos.

Por fim, uma tabela com todos os intervalos e sua classificações:

intervalos tabela

Bons estudos!

WhatsApp Image 2018-08-06 at 11.12.50

Leandro Fonseca – Compositor, Professor, Músico, Produtor e Diretor da Mousikê  fb.com/leandrofonsecatgk

Anúncios
Dia Internacional do Jazz

Dia Internacional do Jazz

Hoje, 30 de abril, é comemorado o Dia Internacional Do Jazz.

Em novembro de 2011, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) designou oficialmente a data para homenagear o jazz e seu papel diplomático de unir pessoas em todos os cantos do globo.

A celebração deste dia tem como objetivo sensibilizar o público em geral sobre as virtudes do jazz como uma ferramenta educacional e como motor de paz, unidade, diálogo e fortalecimento da cooperação entre os povos. É uma oportunidade para difundir a ideia de que o jazz não é apenas um gênero musical, mas também contribui para a construção de sociedades mais inclusivas.

DZ9q4egUMAAYvfb

A história do Jazz é escrita através da busca pela dignidade humana, democracia e direitos civis e dá força à luta contra a discriminação e o racismo.

  • O jazz quebra barreiras e cria oportunidades para compreensão e tolerância mútuas;
  • O jazz promove a liberdade de expressão;
  • O jazz reduz as tensões entre indivíduos, grupos e comunidades;
  • O jazz incentiva a inovação artística, a improvisação, novas formas de expressão e a inclusão de formas musicais tradicionais em novas;
  • O jazz estimula o diálogo intercultural e capacita os jovens de sociedades marginalizadas.

O jazz é um florescimento da beleza nascido da opressão – a música da improvisação e da criação coletiva. A liberdade e a abertura estão em seu núcleo, permitindo que ela seja adotada por culturas de todo o mundo, enriquecidas por cada uma com sua própria história musical e notas específicas. Dá voz às lutas e aspirações de milhões de pessoas e representa um símbolo incrível da liberdade de expressão e da dignidade humana. É uma linguagem universal de paz em um momento de crescente discórdia e divisão.

Vamos celebrar!

https://en.unesco.org/commemorations/jazzday

WhatsApp Image 2018-08-06 at 11.12.50

Leandro Fonseca fb.com/leandrofonsecatgk
Compositor, Professor, Músico, Produtor Audiovisual e Diretor da Mousikê
Youtube

Masterclass Paul Gilbert

56968293_589231368261473_6548298909771366400_o

Tive a oportunidade de assistir à masterclass do guitarrista Paul Gilbert em Coimbra, no dia 12 de abril de 2019. Realizada no auditório da Casa do Juíz e organizada por Marco Matos, da Scherzo Academia de Música e Artes, trata-se da segunda edição do Virtuosos da Guitarra, que teve Guthrie Govan como convidado na primeira edição.

Gilbert, além dos trabalhos com Mr. Big e Racer-X, mantém desde 1998 uma intensa carreira solo com uma invejável discografia.

Acompanhado pelo baixista Miguel Falcão e pelo baterista Sérgio Marques, Paul Gilbert tocou músicas próprias, como a nova Havin’ it, do album Behold Electric Guitar, e também alguns covers como Don’t Take Me For A Loser, do Gary Moore, Love Me Do, dos Beatles e Owner Of A Lonely Heart, do Yes, executando a linha vocal na guitarra.

Em aproximadamente duas horas, além das músicas, Paul falou sobre sua técnica, comentando o movimento dos ombros e do pulso, sobre interpretação e também um pouco de teoria musical básica – formação de acordes, tercinas e intervalos.

Abaixo o vídeo de Love Me Do, registrado por mim:

Algumas fotos na minha página no Facebook

WhatsApp Image 2018-08-06 at 11.12.50

Leandro Fonseca fb.com/leandrofonsecatgk
Compositor, Professor, Músico, Produtor Audiovisual e Diretor da Mousikê
Youtube

Campo Harmônico

Campo Harmônico

Harmonia, s.f. 1. Sucessão de sons agradáveis ao ouvido; 2. arte de formar e dispor os acordes musicais; 3. disposição ordenada entre as partes de um todo; 4. suavidade de estilo; 5. concórdia; paz e amizade entre pessoas; 6. proporção; simetria; 7. coerência.

Harmônico, adj. 1. Concernente a harmonia; 2. em que há harmonia; harmonioso; 3. regular; coerente; proporcionado.

Amora (1998)

Harmonia: o ensino dos complexos sonoros (acordes) e de suas possibilidades de encadeamento, tendo em conta seus valores arquitetônicos, melódicos e rítmicos e suas relações de equilíbrio.

Schoenberg (1911)

A palavra harmonia no âmbito musical está sempre relacionada com acordes. Harmonia é o estudo dos acordes e suas relações e/ou funções.

Os harmônicos estão relacionados com a série harmônica, que também tem tudo a ver com formação de acordes, mas não é assunto para este post.

Campo, s.m. física 1. Região que se encontra sob a influência de alguma força ou agente físico; sentido figurado 2. área em que se desenvolve determinada atividade; 3. assunto, motivo, tema; 4. esfera de ação; domínio, âmbito.

Dicionário do Google (2018)

Campo Harmônico é, então, um grupo ou conjunto (Campo) de acordes (Harmônico), gerado a partir de uma escala. Usamos normalmente para isso nossas quatro grandes escalas.

Empilhando as notas das escalas em intervalos de terça (em dó maior, por exemplo: acorde I – dó mi sol si = C7M, acorde II – ré fá lá dó = Dm7, e, assim por diante, usando apenas notas da escala em questão), obtemos os campos:

Diatônico: C7M Dm7 Em7 F7M G7 Am7 Bm7(b5)
Menor Melódico: Cm(7M) Dm7 Eb7M(#5) F7 G7 Am7(b5) Bm7(b5)
Menor Harmônico: Cm(7M) Dm7(b5) Eb7M(#5) Fm7 G7 Ab7M Bº
Maior Harmônico: C7M Dm7(b5) Em7 Fm(7M) G7 Ab7M(#5) Bº

Para o campo harmônico em tríades, desconsidere as sétimas.

Dúvidas?
Entre em contato pelo e-mail: mousike@mousike.art.br

Referências:

AMORA, Antônio Soares Minidicionário Soares Amora da língua portuguesa. 4ª ed – São Paulo: Editora Saraiva, 1998.

SCHOENBERG, Arnold Harmonia. São Paulo: Editora UNESP, 2001.

leandro
Leandro Fonseca fb.com/leandrofonsecatgk
Compositor, Professor, Músico, Produtor e Diretor da Mousikê
Youtube

Sétimas e Tétrades

Sétimas e Tétrades

Depois de passar por quintas, terças e tríades, vamos às sétimas e tétrades.

Sétimas

O intervalo de sétima pode ser classificado de 3 formas:
– a sétima diminuta (º7) é um intervalo de 4,5 tons ou 9 semitons;
– a sétima menor (7) é um intervalo de 5 tons ou 10 semitons;
– e a sétima maior (7M) é um intervalo de 5,5 tons ou 11 semitons.

Entre as notas naturais:

– os intervalos dó – si e fá – mi são sétimas maiores, todos os outros (ré – dó, mi – ré, sol – fá, lá – sol e si – lá) são sétimas menores.
* não existe sétima diminuta entre notas naturais, sempre haverá algum acidente.

Com acidentes:

Se dó – si é uma sétima maior, o que seria do – sib?
.
.
.
.
.
Uma sétima menor.

E qual seria a sétima diminuta de lá?
.
.
.
.
.
Se lá – sol é uma sétima menor, lá – solb seria uma sétima diminuta.

Podemos pensar nas sétimas à partir da oitava:
– semitom abaixo da oitava está a sétima maior;
– 1 tom abaixo da oitava está a sétima menor;
– 1,5 tom abaixo da oitava está a sétima diminuta.

Tétrades

– ao acrescentar um intervalo de sétima à uma tríade, formamos uma tétrade, ou seja, um acorde formado por 4 notas: a fundamental (que dá nome à tétrade), uma terça, uma quinta e uma sétima.
* qualquer combinação de 4 notas pode ser considerada uma tétrade, porém, na prática musical, as formações derivadas de empilhamentos de terça (tríades + sétimas) são mais comuns e usuais.

Vejamos os sete tipos de tétrades que aparecem nos quatro campos harmônicos gerados pelas quatro grandes escalas e como são cifrados (exemplos em C):

Tríade aumentada + 7M = C7M(#5)
Tríade maior + 7M = C7M
Tríade maior + 7 = C7
Tríade menor + 7M = Cm(7M)
Tríade menor + 7 = Cm7
Tríade diminuta + 7 = Cm7(b5) ouø
Tríade diminuta + º7 = Cº

leandro

Leandro Fonseca fb.com/leandrofonsecatgk
Compositor, Professor, Músico, Produtor e Diretor da Mousikê
Youtube

Guitarra Pentatônica – Minicurso

Guitarra Pentatônica – Minicurso

Curso teórico e prático, com duração de 6 aulas.

Professor: Leandro Fonseca

Turma 1 – Início dia 22/08/2018
As aulas serão ministradas semanalmente, às quartas-feiras, das 20h às 22h.

Turma 2 – Início dia 23/08/2018
As aulas serão ministradas semanalmente, às quintas-feiras, das 20h às 22h.

Público alvo: iniciante/intermediário

Pré-requisitos:
– Imprescindível ter disponibilidade para estudar 30 minutos diários e realizar os exercícios propostos.
– Poder participar do Guitar Hero no dia 29/09/2018 – conclusão do curso

Valores
Investimento: 2 parcelas de R$150 (sem taxa de matrícula)
Aluno Mousikê: 2 parcelas de R$120

Programa Resumido

Escrita Musical
Escalas
Escala Pentatonica
Introdução à Harmonia
Blues e Rock
Introdução à Improvisação

Inscrições até o dia 18/08/2018.

*sujeito à formação de turmas

Megadeth: De “The Call of Ktulu” à “Dystopia”

Megadeth: De “The Call of Ktulu” à “Dystopia”

“Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. – Antoine L. Lavoisier

Antes de ser expulso do Metallica, em 1983, Dave Mustaine já tinha contribuído com material  para os dois primeiros álbuns da banda, Kill ‘em All e Ride the Lightining (Metallica, 1983 e 1984). Pouco depois, incluiu sua “versão” da música “The Four Horsemen” no disco de estreia do Megadeth, Killing is my Business (Megadeth, 1984).

– The Four Horsemen 

– Mechanix 

A progressão de acordes de “The Call of Ktulu”, do álbum Ride the Lightning (Metallica, 1984), foi reaproveitada mais tarde como introdução do grande clássico do álbum Rust in Piece, “Hangar 18” (Megadeth, 1990).

– The Call of Ktulu (começa aos 2:35)

– Hangar 18 

“Hangar 18” é uma das músicas mais importantes e mais conhecidas do Megadeth, quase sempre presente nas apresentações da banda.
Tão importante que no álbum The World Needs a Hero (Megadeth, 2005) há uma música chamada “Return to Hangar”, que apresenta uma nova letra e arranjo, mas preserva a estrutura e o material melódico.

No último álbum da banda, que por sinal acaba de completar 35 anos, mais uma vez, Mustaine vai buscar inspiração em “Hangar 18”. “Dystopia”, a faixa título (Megadeth, 2016), apresenta exatamente a mesma forma musical que “Hangar 18”.

– Dystopia 

Ouça e compare as duas músicas. Perceba como muitos elementos são parecidos, não somente a ordem das partes, mas o caráter também. Repare, por exemplo, na introdução, nos versos e solos entre os versos e nas mudanças e solos a partir da metade das músicas.

Abaixo, vídeos do Kiko Loureiro, atual guitarrista do Megadeth, praticando as músicas:

Trinta e cinco anos depois, vemos os temas, os arranjos, as formas se transformando e algo novo surgindo. E pensar que tudo começou com uma “simples” progressão de acordes em Ré Menor. Progressão, aliás, que é um bom exemplo do uso do cromatismo, outra característica marcante da banda. Outro exemplo do uso do cromatismo no Megadeth está aqui: https://youtu.be/lv4LUGhiROE

leandro

Leandro Fonseca – Compositor, Professor, Músico, Produtor e Diretor da Mousikê fb.com/leandrofonsecatgk

Lançamento do álbum Sator Square Suite

No início de fevereiro saiu o primeiro single, Tenet:

Agora, no dia 20 de março, rolou o lançamento oficial do album: Sator Square Suite do guitarrista LEANDRO FONSECA.

Disponível no:
Bandcamp https://goo.gl/YjzFDa
Spotify https://goo.gl/dVMP8K
Deezer https://goo.gl/xXtBqz
Itunes https://goo.gl/pR3RWi
Youtube https://goo.gl/8bN9Vc

Capa

Sator Square Suite (2018)

Sator Square Suite é um álbum conceitual de 5 partes inspirado pelo famoso Quadrado Mágico (Quadrado Sator).

Cada música revela um pequeno episódio fictício que é apenas um guia para os ouvintes imaginarem e mergulharam em uma história contada somente por música instrumental.

“As composições são uma miscelânea de gêneros e influências que absorvi durante minha vida na música. Você encontrará metal progressivo, música latina, música brasileira (baião, maracatu, samba) e até mesmo uma citação de Mussorgsky.
Espero que você curta essa jornada, assim como eu curti compor e gravar com meus amigos Adriano e Matheus.”

Adriano Silva – Bateria e Percussão
YouTube Channel – https://goo.gl/xpWnNv
Leandro Fonseca – Guitarra, Teclado, Mix e Master
Youtube Channel – https://goo.gl/3MA26x
Matheus Manente – Baixo
YouTube Channel – https://goo.gl/hXR7mB

Arte da capa: Rodrigo Navarro

Track List:

1. Sator
2. Arepo
3. Tenet
4. Opera
5. Rotas

Todas as músicas foram produzidas e compostas por Leandro Fonseca.

Contatos:

facebook.com/leandrofonsecatgk
youtube.com/leandrofonsecatgk
instagram.com/leanfonsecatgk
leandrofonsecatgk.bandcamp.com

Apoio: Mousikê – http://www.mousike.art.br
Copyright 2018 © Todos os direitos reservados.

 

Sator Square Suite

 

1. Sator

Todo começo tem um fim…

Circa 1936

Nicholas e os outros discutem e tentam desvendar as inscrições da cripta encontrada na região central do sítio arqueológico.

 

2. Arepo (Aleph O)

O Alfa, O Omega e o Pater Noster.

Circa 1555

Há esperança!
Um cidadão de Lyon se recuperou da insanidade após comer três cascas de pão, cada uma inscrita com o Quadrado Mágico.

 

3. Tenet

O tempo passa. O presente é a conexão entre o passado e o futuro.

Circa 79 D.C.

Naquela manhã, um sentimento estranho pairava no ar. O silêncio foi interrompido. Primeiro, um leve tremor. E então… Algo errado. “CORRAM!”

 

4. Opera

Das cinzas às cinzas, do pó ao pó.

Tudo aconteceu tão rápido. Victoria, esposa de Proculus, apenas teve tempo de abraçar apertado seus sete filhos.
Pompéia foi soterrada pelas cinzas do Vesúvio.

Todos nós pereceremos. É hora de encontrar a redenção.

 

5. Rotas

… e todo fim tem um novo começo.

Circa 1925

As escavações avançam nas ruínas.
O grupo de arqueólogos encontra uma inscrição de um quadrado acróstico gravada em uma coluna próxima ao anfiteatro contendo cinco palavras Latinas: Sator Arepo Tenet Opera Rotas.

 

LEANDRO FONSECA é um compositor, professor, multi-instrumentista e produtor audiovisual brasileiro.
Além de seu trabalho autoral, atualmente ele é baterista da BRUCE FEVER (banda brasileira tributo ao BRUCE DICKINSON) e tecladista da COLLEGE RADIO (Pop/Rock Anos 90).
Leandro dá aulas de música online e na Mousikê, em São Bernardo do Campo/SP.
Também trabalha com bandas, produzindo, arranjando, dirigindo, filmando e editando vídeos.

Lançamentos anteriores:
– The Great Keeper Part I: The Dark (single 2015)

– Microestruturas (EP 2015)

Ensaio Técnico e Ensaio Artístico (ou Ensaio de Performance)

Ensaio Técnico e Ensaio Artístico (ou Ensaio de Performance)

Por Leandro Fonseca

Boa parte das bandas iniciantes, e até muitas iniciadas, se preocupa apenas com a parte técnica.

Os ensaios consistem em executar as músicas e ajustar detalhes dos arranjos.
Na hora do show, por mais perfeita que esteja a execução das músicas, essas bandas deixam a desejar em relação à performance e à fluência.
É importante estar também preparado e ensaiado para tornar o show dinâmico e interagir com o público.

Bati um papo com o Giuliano Bonetti, da banda Universo Relativo, pra ver como eles lidam com essa e outras questões.

Leandro Fonseca: Já assisti a UR se apresentando, mas o último show no Teatro Lauro Gomes (em São Bernardo do Campo), no dia 7 de outubro, chamou muito a minha atenção positivamente em relação à performance de vocês. Como vocês se prepararam para o show?

Giuliano Bonetti: Esse era um show que vínhamos planejando há bastante tempo. Tocar em um palco tão importante pra cultura da nossa cidade, ainda mais comemorando aniversário de banda, demandou bastante trabalho. Tivemos todos os cuidados com as pessoas que trabalhariam no dia como roadie, técnico de som, técnico de luz, fotógrafo, captação de áudio, de vídeo, além dos músicos que estariam no palco com a gente. O show começa na verdade em todo esse processo, fizemos ações em escolas, parcerias. Isso tudo além do principal: muito ensaio e dedicação pra pensar em cada detalhe do show.

LF: Nitidamente me deu a sensação de que estão em uma nova fase e atingiram um novo patamar de maturidade. Como trabalharam essa relação ensaio técnico vs. ensaio artístico?

GB: Fico feliz com o elogio, muito obrigado, mestre! Haha.
Os ensaios são o momento principal, é muito importante abrir mão de tocar alto e pensar no conjunto, assim conseguimos ouvir bem todos os instrumentos, sentir o que precisa ser melhorado. A gente buscou primeiro deixar cada música redonda e depois ensaiar bem todas as emendas, trocas de instrumentos, a fim de sentir o mais próximo do resultado final.

LF: Escrevi um texto exatamente sobre isso (Ensaie mais baixo e ouça melhor). Vejo que muitas bandas têm dificuldade em lidar com o volume nos ensaios. Ensaiam exageradamente alto, não se ouvem bem, e ainda correm o risco de desenvolver problemas relacionados à audição.

LF: Vocês chegaram a fazer um ensaio completo e cronometrar a duração do show?

GB: Sim, geralmente o último ensaio que fazemos, quando tudo já está ensaiado, é para passar o show completo. Serve para sentirmos o tempo das trocas de instrumentos, às vezes aquela afinada no instrumento entre uma música e outra, além de ver o tempo total de show. É bem legal para chegar seguro e já prever possíveis soluções caso algo dê errado na hora do show.

LF: Vocês fazem ensaios dedicados para vozes ou cordas, por exemplo?

GB: Sim, a gente costuma sempre passar as aberturas de voz separadamente, assim como baixo com a batera, baixo com a guitarra. Assim, evita de deixar passar algum detalhe que não esteja encaixando. A curiosidade foi que nesse show tivemos a participação de um violino e um violoncelo, o Tassinho (guitarrista) também ensaiou muito com eles e com o Vitão (tecladista) antes do ensaio com a banda completa.

LF: Alguém assina a produção do show?

GB: O show é todo pensado por nós mesmos, junto com nossa produtora, a Casa de Abelha. Mas a parte musical vai muito do nosso feeling mesmo. Nós temos o costume também de pensar a ordem do show considerando qual caminho queremos que o show faça. Por exemplo, se a primeira música tem que ser a mais empolgante, quais emendas podem ficar legais, quais espaços são necessários pra interação com público, onde colocar músicas novas. Assim, o Julio (batera) gosta até de fazer um gráfico, pensando quais lacunas precisamos preencher com cover ou até composições novas.

LF: Como escolhem o figurino?

GB: O figurino é escolhido com uma profissional, a Anna Beatriz Tomé. Ela atua com a gente nas fotos de divulgação, vídeos, tudo pensado na personalidade de cada um, na identidade da banda também. Já é lugar comum falar isso, mas é fundamental uma escolha criteriosa na imagem da banda em todos os momentos.

LF: E o repertorio? A escolha é democrática?

GB: Sim, somos uma banda muito democrática. A gente faz votação pra tudo. Então, a gente faz a avaliação do tempo de show, qual ordem pode ficar legal e assim, se precisar, escolhemos pontualmente algum cover para conversar com o restante do show.

LF: Vocês ensaiam tudo o que vão falar com o público e em quais momentos do show, ou tem uma dose de improviso?

GB: Nós sempre deixamos definidos os momentos em que as falas vão ser necessárias. Com isso, a gente já faz uma primeira divisão do que vai ser falado (redes sociais da banda, agradecimentos, contar a história da música seguinte). Mas é claro que o show nunca acontece da forma exata, então é importante ter jogo de cintura e improvisar de vez em quando. Acho importantíssimo que o show seja espontâneo e natural e, justamente por isso, é legal fazer um planejamento, assim me deixa seguro se na hora a corda de alguém estoura, se dá algum jazz na parte técnica.

LF: Vocês também costumam apresentar uma música cover nos shows. Como é feita a escolha da música e a elaboração dos arranjos?

GB: Somos uma banda autoral, então o cover vem para complementar algum momento do show, por isso escolhemos músicas que conversem muito com a proposta do show e com a nossa mensagem. Assim, a gente procura sempre fazer uma versão nossa da música.

LF: Vocês apresentaram músicas novas nesse show do Lauro Gomes e estão para lançar um vídeo de Himalaia, gravado ao vivo. Quando sai o vídeo e quais os planos para o próximo ano?

GB: O vídeo deve sair no dia 5 de dezembro, o lançamento será na página Brasileiríssimos no Facebook, não é por nada, mas ficou bem bonito! Haha.
Para 2018, estamos em fase de composição, pois queremos lançar alguns singles ao longo de todo o ano. A ideia também é trabalhar bem essas músicas com material audiovisual, então queremos dar uma atenção para o Youtube e as redes sociais. Estamos pensando a melhor maneira de fazer tudo isso.

LF: No fim do ano passado vocês lançaram música nova composta em parceria com o Capela. Alguma surpresa pra este fim de ano?

GB: Ano passado tivemos essa alegria de fim de ano com essa música, a Em busca de paz que está sempre nos nossos shows, a letra dela virou até tatuagem do meu irmão! Foi muito legal porque teve a participação de muitos artistas amigos nossos. Mas esse ano o lançamento que faremos é do vídeo ao vivo de Himalaia, além de alguns shows como a virada inclusiva dia 2/12 e estamos na semifinal do Fun Music. Nossa cabeça já está nos singles de 2018, mas quem sabe a Em busca de paz não aparece nas plataformas de streaming?

LF: Bom demais, Giu! Agradeço o papo e desejo mais sucesso e realizações ainda pra Universo Relativo. Sei que é um trampo feito com muito amor e empenho.

GB: Valeu pelo papo, muito legal falar desses detalhes que muitas vezes o pessoal não vê! Obrigado, mestre!

Para acompanhar a banda:
Instagram: @universo.relativo
Facebook: fb.com/urelativo

leandro

Leandro Fonseca – Compositor, Professor, Músico, Produtor e Diretor da Mousikê  fb.com/leandrofonsecatgk

Terças e Tríades

Falei anteriormente sobre os intervalos de quinta.
Agora, vamos ver informações e dicas bem simples a respeito dos intervalos de terça e sobre a formação de tríades.

Terças

– a terça menor é um intervalo de 1,5 tom ou 3 semitons;
– a terça maior é um intervalo de 2 tons ou 4 semitons;
– as terças menores entre notas naturais são: ré – fá, mi – sol, lá – dó e si – ré;
– as terças maiores entre notas naturais são: dó – mi, fá – lá e sol – si;

À partir daí fica fácil lidar também com os acidentes:

– dó – mib, fá – láb e sol – sib são terças menores;
– ré – fá#, mi – sol#, lá – dó# e si – ré# são terças maiores;
– dó# – mi, fá# – lá e sol# – si são terças menores;
– réb – fá, mib – sol, láb – dó e sib – ré são terças maiores;

Qual seria a terça menor de um sib?
.
.
.
.
.
.
Vejamos, si – ré é uma terça menor, certo? Então a terça menor do sib é o réb.

E a terça maior de um fá#?
.
.
.
.
.
.
Bom, se a terça maior do fá é o lá, a terça maior do fá# é o lá#.

Formação de Tríades

– uma tríade é formada por 3 notas, a fundamental (que dá nome à tríade), uma terça e uma quinta;
– existem 4 tipos de tríades: maior, menor, aumentada e diminuta;
– maior: F 3M 5J;
– menor: F 3m 5J;
– aumentada: F 3M 5A;
– diminuta: F 3m 5d;
– tríades maiores e menores têm quinta justa;
– tríades maiores e aumentadas têm terça maior;
– tríades menores e diminutas têm terça menor;
– a quinta das tríades aumentadas e diminutas acompanham o nome da tríade (5A para tríade aumentada e 5d para tríade diminuta).

Tríades

Se tiver interesse em saber como tocar e entender de forma organizada esses acordes (tríades) no violão e na guitarra, entre em contato pelo whatsapp (11) 94127-6244 e receba gratuitamente um pdf com uma explicação sobre as posições.

Bons estudos!

leandro

Leandro Fonseca – Compositor, Professor, Músico, Produtor e Diretor da Mousikê  fb.com/leandrofonsecatgk