Tag: mousikebr

Aulas de Teatro na Mousikê

Teatro1.png

Curso de Iniciação ao Teatro

Duração de 6 meses

Aulas semanais com 3 horas de duração

Horários disponíveis: segundas, quartas e sábados das 14 às 17h e segundas e quartas das 19 às 22h*

Mousikê – Rua Tasman, 265 – Jd. do Mar – São Bernardo do Campo – SP

Mais informações:

E-mail: mousike@mousike.art.br | WhatsApp: (11) 94127-6244

*Sujeito a formação de turmas

 

 

 

Technical Dimensions PT. 2 – Brihadeeswarar Temple

Olá! Meu nome é Matheus Manente, sou musico e produtor musical. Nesta coluna, escreverei sobre dicas de composição e transcrições do meu álbum instrumental Illusions Dimension.

Semana passada, discutimos uma sequência de arpejos da música Market Garden que, além de ser escrita num modo diatônico bem diferente, serve como um ótimo exercício técnico! Caso você não tenha lido, clique aqui!

Hoje vamos conversar sobre duas frases muito interessantes da música Brihadeeswarar Temple, que também podem servir como excelentes exercícios para desenvolver a técnica e sincronia entre ambas as mãos! Ouça a música no link a seguir:

A primeira frase começa logo aos 24 segundos de música, e é baseada em Ré Lídio. Se você quiser explicações detalhadas sobre os modos gregos ou diatônicos, pode acessar o texto fantástico que o Leandro Fonseca escreveu clicando aqui! Em resumo, este modo diatônico é formado pelos seguintes intervalos (que incluem uma quarta aumentada):

F 2M 3M 4A 5J 6M 7M

A construção desta frase é muito simples e compreende somente a execução das notas da escala, que no caso de Ré são:

Ré – Mi – Fá# – Sol# – Lá – Si – Dó#

Se a composição é bastante simples, a real peculiaridade desta frase se dá na digitação, um padrão completamente fora do convencional e que, a princípio, com certeza vai dar alguns nós em sua mão. Um ótimo exercício para trabalhar a independência dos dedos!

Technical Dimensions 2 Figura 1.png

A segunda frase começa aos 4min09s da música, e logo no primeiro compasso, aparenta ser uma clássica frase construída sobre a escala de Fá# pentatônica menor, com a presença de uma blue note na quarta aumentada. No entanto, o segundo compasso revela uma sonoridade bastante diferente, advinda do próprio modo mixolídio b9/b13 que discutimos na semana passada:

Technical Dimensions 2 Figura 2.png

Então, qual é o segredo desta frase? Ela se baseia, principalmente, na omissão das notas características do modo e na inclusão de uma aproximação cromática.

No primeiro compasso, a omissão das notas características esconde do ouvinte o modo sob o qual estamos trabalhando, sem escapar da escala – A blue note surge como uma nota de aproximação, uma dissonância que se resolve na quinta justa, e reforça a “mentira” que estamos contando.

Já no segundo compasso, a frase revela finalmente outras notas do modo, e sua real natureza, que reside no modo frígio maior. A última nota a ser “revelada” é justamente a terça maior.

Os próximos compassos seguem um padrão de construção muito parecido, embora o quarto compasso seja ligeiramente diferente do segundo. Este é um ótimo exemplo de como o contexto no qual as notas são colocadas é capaz de manipular a sonoridade de uma música.

Technical Dimensions 2 Figura 3.png

E como toda a interpretação é relativa, vale a pena também observar esta frase através da perspectiva da utilização de outros dois modos, Fa# Lídio b7 na primeira parte e Mi Dórico #4 na segunda.

Curiosidade: Brihadeeswarar Temple foi a primeira música a ser composta para o álbum Illusions Dimension, que você pode baixar de graça clicando aqui!

Gostou? Conseguiu tocar as frases?

Não esqueça de deixar sua opinião!

Semana que vem tem mais! Até lá!

 

Show da LAVOLTA na Mousikê

Prancheta 1.png

Dia 19/11, sábado, às 20h, LAVOLTA na MOUSIKÊ!!!

Vamos?

Ingressos limitados, apenas R$10, à venda antecipadamente na Mousikê ou pelo site: https://goo.gl/aqfYDd

Situada no ABC paulista e formada por Lorenzo Capelli (vocalista), João Pedro (guitarrista), Marco (baixista) e Enzo Pellegrino (baterista), LAVOLTA é uma banda de rock que tem como intuito fazer a música que gostaria de ouvir e fazer dela um canal de expressão. Com influências variadas, tanto em estilo quanto em formas de arte.
Siga no Instagram:
https://instagram.com/lavoltaoficial
Assista no Youtube:
https://www.youtube.com/user/LaVoltaOficial
Ouça no Spotify:
https://open.spotify.com/album/2ziKtgk4bMCMk68PXDPvJL
Converse no Twitter:
https://twitter.com/lavoltaoficial
Contato:
lavoltaoficial@gmail.com
(11) 947619781 – Maíra Delpech (Produtora)

Curso Intensivo de Tecnologia Musical

Intensivo2

Matrículas abertas para o Curso Intensivo de Tecnologia Musical e Home Studio, com duração de um mês e carga horária de 30 horas.

Entre os assuntos abordados estão: equipamentos, técnicas de gravação, mixagem, masterização e MIDI.

É um curso bem completo, com o intuito de capacitar o aluno para realizar gravações com qualidade profissional, utilizando equipamentos acessíveis.

Aulas de 10 de fevereiro a 11 de março, às quartas e sextas, das 19 às 22h.

Entre em contato para receber mais informações e reservar a sua vaga.

WhatsApp: (11) 97089-8060 / E-mail: mousike@mousike.art.br

CURSO AVANÇADO DE GUITARRA

Curso GuitarraMatrículas Abertas para nosso novo Curso Avançado de Guitarra!

Um curso bem abrangente, destinado ao público que já tem uma certa desenvoltura no instrumento.

Um conteúdo que poderia facilmente levar até 10 anos de estudo, condensado em um curso de 2 anos e meio.

Ao final do curso, o aluno estará capacitado para atuar como músico profissional, com fundamento teórico bem sólido, técnica avançada e familiaridade com diversos gêneros musicais.

Em todos os módulos: Teoria, Leitura, Técnica, Harmonia, Improvisação e Repertório.

Entre em contato para receber mais informações e reservar sua vaga!

WhatsApp: (11) 97089-8060 / E-mail: mousike@mousike.art.br

 

Pré-Produção

preproducao

Voltamos às nossas atividades na última segunda-feira, dia 11.

Nesta semana, iniciei a gravação de um trabalho autoral de um artista solo.

Será um CD com 10 faixas. A Pré-Produção, feita pelo próprio músico, foi tão bem feita que resolvi comentar a respeito.

Muitas bandas chegam para gravar no estúdio totalmente despreparadas.

Não sabem ou não conseguem tocar as próprias músicas. Não fazem ideia de coisas importantes como tonalidade e andamento. Não pesquisaram timbres e em alguns casos, nem terminaram o arranjo, deixando partes a serem pensadas e/ou improvisadas no estúdio.

Muitas vezes, e até dependendo do estilo musical, a improvisação não só é bem-vinda, como faz parte do trabalho. Mas, se é a primeira gravação, primeira vez em um estúdio, quanto mais pronto e preparado, melhor. Quanto menos coisas a decidir na hora, melhor.

Pré-Produção é isso. É o processo de preparação para realizar uma gravação.

É planejar todo o processo de gravação, definindo todas as etapas da produção.

O produtor musical é o profissional qualificado para realizar, junto à banda, a Pré-Produção.

Pois bem, o artista em questão chegou ao estúdio com a demo de todas as músicas a serem gravadas. As demos estavam completas com todas as vozes e instrumentos gravados ou programados. Timbres, volumes, panoramas, dobras e efeitos já num estágio bem avançado de definição, deixando a visão do artista bem clara em relação ao que ele imagina do trabalho.

Além das guias, ele trouxe uma relação com os andamentos e fórmulas de compasso de todas as músicas. Só faltaram as tonalidades.

Previamente, nós já havíamos estabelecido a ordem em que seriam gravados os instrumentos. Ele trouxe também uma lista com a ordem em que as músicas seriam gravadas, sendo totalmente coerente quanto ao aproveitamento das sessões e otimização do tempo.

Começamos a gravação pelo baixo. Ele usou um baixo do nosso estúdio e em pouco tempo chegamos num timbre bacana com uma soma da linha direta do baixo e da linha do amplificador. Logo foi possível perceber que ele estava TOTALMENTE preparado para executar as músicas. Sabia todas de cor e gravou quase tudo de primeira, em um único take. Isso possibilitou iniciarmos na mesma sessão as gravações de violão.

Da mesma forma, logo chegamos em uma microfonação que estava soando muito bem e em 4 horas, conseguimos terminar TODAS as linhas de baixo e metade dos violões.

Ele mesmo gravará todas as vozes e instrumentos, exceto a bateria. Nesse ritmo, creio que até o fim da próxima semana a parte dele estará toda gravada.

É isso. Pra quem estiver se preparando para fazer uma gravação fica esta dica: capriche na pré.

Seja o mais detalhista possível e tente prever possíveis dificuldades. Estude bastante o que vai gravar. Saiba tocar a música toda e, se necessário, separe os trechos mais difíceis para treinar separadamente. Crie planilhas, documente tudo. Essas informações serão úteis tanto durante a produção, quanto para produções futuras. Só entre para gravar quando tudo estiver definido e a banda estiver 100% pronta.

Se possível, trabalhe com um produtor musical. Você ganhará em qualidade, tempo e poderá economizar um bom dinheiro que seria consumido com horas e horas dentro do estúdio de gravação.

Como esta é a primeira postagem do ano, aproveito para desejar a todos um 2016 de muitas realizações.

Leandro Fonseca – Compositor, Professor, Músico, Produtor e Diretor da Mousikê Central Art fb.com/leandrofonsecatgk

Mousikê Entrevista Paulo Anhaia

Dentro do universo da música, existe uma infinidade de opções de carreiras: compositor, arranjador, maestro, músico, professor. Cada uma destas opções pode se desdobrar em outras.

O compositor, por exemplo, pode compor o seu próprio trabalho autoral ou para outros artistas, pode compor trilhas sonoras para cinema ou televisão, pode compor para publicidade, fazendo jingles e comerciais, ou ainda, uma somatória dessas coisas.

O músico pode, da mesma forma, tocar suas próprias músicas ou “covers”, pode tocar em uma banda de baile, realizando formaturas, festas e casamentos, ou ainda, pode ser “sideman”, acompanhando algum artista, ou se especializar como um músico de estúdio, realizando gravações. Enfim, as opções são muitas.

Se incluirmos o mundo do áudio, temos ainda produtor musical, engenheiro de som, técnico de PA, entre muitas outras carreiras.

Nesta série, vamos entrevistar algumas pessoas que vivem de música, ou de áudio, para conhecer um pouquinho de como é o trabalho delas.

Mousikê Entrevista Paulo Anhaia

anhaia

Paulo Anhaia é produtor musical há mais de 20 anos, ganhador de 4 Grammys latinos, além de cantor, compositor, arranjador, multi-instrumentista e engenheiro de som. Vamos descobrir um pouco mais sobre o trabalho de um produtor musical.

1) Paulo, o que faz parte do trabalho de um produtor musical? Poderia fazer um resumo da sua rotina de trabalho?

Existem vários tipos de produtores musicais, vou falar como eu costumo trabalhar. Eu trabalho mais com bandas de Rock, Pop Rock e Metal, que além de serem estilos que eu gosto muito, são estilos onde fiz vários discos bem sucedidos.

O trabalho começa com a seleção de repertório, que é a parte mais importante, ter boas músicas é essencial, depois acertamos estrutura, arranjo das músicas, letras… Enfim, tudo o que pode ser feito para aumentar o potencial dessas músicas.

Todas as alterações são feitas de comum acordo, eu nunca imponho nada para nenhum artista. A vantagem que eu tenho, além da minha experiência profissional, é que não tenho nenhuma ligação emocional com as músicas e não estou envolvido em nenhuma questão política dentro da banda. Posso ter um parecer baseado somente no que a música me diz, que é o que acontece com os ouvintes.

Dentro do estúdio eu dirijo os músicos e engenheiros de som para ter o resultado que nós, a banda e eu, esperamos. Trabalho como engenheiro de som em várias das minhas produções, mas sempre que o cachê comporta, terceirizo a parte de engenharia de som pra me focar mais nas músicas, que é realmente a parte mais importante do trabalho.

2) Como você chegou a essa área?

Foi natural, eu sempre tive bandas e nelas eu era uma espécie de produtor sem saber disso. Eu sempre fui mais chato com relação aos arranjos, selecionava repertório de shows e etc. Depois que comprei meu primeiro gravador de 4 canais em cassete (não tinha essa de ter computador em casa no início dos anos 90) alguns amigos me procuraram para produzir o trabalho deles, e as coisas foram acontecendo.

Quando dei por mim, estava dentro de um dos maiores estúdios de gravação da América Latina, gravando artistas consagrados, como Rita Lee, por exemplo.

As pessoas ouviam os trabalhos que fiz e me procuravam para que eu trabalhasse pra elas.

3) Quais dos trabalhos com os quais esteve envolvido você considera mais significativos? Quais trabalhos mais gostou de ter feito ou mais gostou do resultado?

Tem vários! Como produtor, os trabalhos do CPM22 são os que mais me deram retorno, discos de ouro, prêmios e etc.

Fiz um CD do Oficina G3, chamado Indiferença, que até hoje me gera muito trabalho. O On the Rock do Resgate também é um disco da mesma época que as pessoas sempre me falam a respeito.

Eu gosto muito dos dois primeiros CDs das Velhas Virgens, aliás, o primeiro CD que produzi foi o primeiro CD deles. Foi a primeira banda a confiar no meu trabalho.

O CD Peixe Homem do Madame Saatan eu gosto muito também.

Como engenheiro de som, vários CDs do Charlie Brown Jr. Em especial o Bocas Ordinárias, em que fiz quase toda a parte técnica sozinho, os CDs do Rouge, em que fui também diretor e arranjador vocal, os CDs do NX Zero e vários outros.

4) Você também é músico, professor, compositor, entre outras coisas, como consegue conciliar as atividades e ser produtivo e em que o conhecimento musical o ajuda no trabalho de produção?

Houve uma época em que eu passava de 12 a 18h por dia dentro do estúdio e me sobrava pouco tempo para ser músico. Por mais estranho que pareça, foi justamente nessa época que montei a banda MonsteR, gravamos 3 CDs e fizemos shows pelo Brasil durante dez anos, hehehe, sei lá, acho que eu sou assim, não consigo fazer uma coisa só.

O conhecimento musical sempre foi mais importante do que o conhecimento de áudio pra mim. Tenho trabalhos que fiz no começo de carreira, sem muito conhecimento técnico e que as pessoas elogiam até hoje. Tenho certeza que isso acontece porque a parte musical desses trabalhos é boa.

5) Você ministra uma série de cursos e workshops sobre gravação, mixagem, produção e direção musical, também já foi professor de baixo, se pudesse resumir toda esta experiência em um conceito sobre música e musicalidade para um aluno, como seria?

Faça soar bem. Só isso.

Quer ser músico? Toca rápido? Soa bem? Não? Toque mais lento e faça soar bem, só toque mais rápido quando puder fazer isso soar bem.

Quer ser engenheiro de áudio? Conhece a parte técnica? Soa bem? Não? Mexa até soar bem. Comece acertando os volumes entre os instrumentos e só parta para algo mais rebuscado se isso não for o suficiente. Muita gente se perde com os métodos e esquece do resultado.

6) Para o artista, quais são as vantagens de trabalhar com um produtor musical?

Primeiro de tudo, ter uma visão de fora. É muito comum o artista estar tão envolvido com seu trabalho que ele acha que o que ele faz é perfeito, infalível, e melhor do que qualquer coisa já feita, hehehe.

Um produtor consegue ver o que o artista tem em potencial e trabalhar junto com o artista para trazer para a gravação o que o artista tem em mente.

Outra coisa muito importante, o produtor tem um método e consegue bons resultados rapidamente. Vejo muitos artistas gravando o mesmo trabalho há anos… Se o cara tem um produtor bom, é possível entrar num estúdio e em questão de dois meses ter um CD completo pronto.

O produtor seleciona, organiza e viabiliza o projeto.

7) Você defende que é possível fazer gravações “caseiras” com equipamento barato e ter um resultado profissional. Qual o segredo?

Ouvido. Um ouvido bem treinado pode ter um ótimo resultado com qualquer equipamento.

Nenhum equipamento no mundo vai fazer com que um som ruim fique bom. Um equipamento ótimo melhora o seu som consideravelmente, mas estamos falando, no máximo, de uns 10% de melhora. Quando falo isso, muita gente duvida, e eu não faço questão nenhuma de convencê-los do contrário.

Pra muita gente a coisa se baseia em fé. Se o cara acredita que ele toca mal porque não tem uma Gibson, ele vai acreditar nisso até ter a Gibson e poder tirar as conclusões dele.

Pra mim a coisa se baseia em experiência. Tudo o que a galera sonha, gravar com os melhores músicos, nas melhores salas, com os melhores equipamentos, eu já fiz. Mixei em mesa SSL por mais de 10 anos, sei do que esse tipo de equipamento é capaz, mas se for pra escolher entre ter um ótimo músico, como Maguinho Alcântara, Edson Guidetti, Pedro Ivo, Marcão (do Bula, ex Charlie Brown), Dani Weksler do Nx Zero, ou ter um ótimo equipamento, eu escolho os músicos.

Se com esses músicos eu ainda tiver um ótimo equipamento, sensacional, meu resultado vai melhorar mais uns 10%, hehehe.

O Tiririca gravado com o Mesmo equipamento do Freddie Mercury ainda soará exatamente como o Tiririca. 😀

8) Você já fez mixagens de gravações feitas ao vivo também. Qual a grande diferença, na sua opinião, entre o ao vivo e o gravado em estúdio?

No ao vivo a gente tem que aceitar mais os vazamentos e deixar a música te guiar mais do que numa gravação em estúdio. O equilíbrio no ao vivo vem do que está gravado, em certos casos você abaixa os pratos e eles continuam vazando na voz, você aumenta a guitarra e o grave do baixo aumenta, hehehe, é uma briga, mas aceitando o que está na gravação, fica bem divertido.

9) O que você acha essencial para que considere uma música boa? Qual sua dica para alguém que tem uma banda, ou que compõe, conseguir alavancar sua carreira?

Eu acho que as pessoas confundem a coisa da música ser boa ou ruim com o estilo da música. Pra quem não gosta de samba, nem mesmo o melhor samba agrada, e assim é com qualquer estilo de música.

Música boa é aquele que te toca, seja pra ter fazer chorar, sorrir, cantar junto, dançar… É subjetivo sim, mas fácil de avaliar quando se conhece o estilo em questão. Eu não produzo estilos que não conheço bem, não tenho critério de avaliação pra isso, quando as pessoas me procuram eu explico isso pra elas e não faço o trabalho.

Alavancar a carreira é uma coisa complicada. Eu não gosto do Music Business, nunca gostei. Acredito em longevidade, em fazer música que seja realmente significativa e que daqui a 30 anos ainda faça uma diferença na vida das pessoas, é isso que busco quando produzo, nunca penso no “novo hit do verão”, nada contra isso, mas não é o que eu busco.

10) Estamos passando por um grande mudança na forma como se produz, se consome e se ensina música. Qual a sua perspectiva para o cenário daqui a cinco anos?

Eu acredito que muitos artistas vão perceber que a liberdade que temos não é tão interessante.

Hoje podemos gravar um disco em casa. Sabe o que acontece? O cara passa 5 anos aprendendo a mexer no equipamento e quando vai ver perdeu o momento de sua carreira e resolveu passar a ser um produtor. Só que, assim como ele, os outros artistas estão perdendo seu tempo aprendendo a mexer em equipamento e não vão contratá-lo para produzir. Ele perdeu seu momento para construir uma carreira numa área que não é sua primeira opção e na qual possivelmente ele não será bem sucedido por falta de clientes.

Acredito que a galera vai focar mais na música, que é o que realmente importa. Ou ao menos é o que eu espero que aconteça, porque precisamos de renovação já.

A mesma coisa se aplica aos sistemas de streaming, por exemplo. Eles não dão dinheiro suficiente pro músico poder sobreviver de sua música. Por outro lado, ajudam muito um músico iniciante a aparecer. Agora, depois que esse músico aparecer, mesmo que ele seja um grande sucesso em termos de streaming, não vai conseguir seu sustento por isso. Complicado, não?

Para conhecer mais sobre o trabalho do Paulo, acesse http://www.pauloanhaia.com.br

Para receber um orçamento de produção, gravação, edição, mixagem e masterização mande um e-mail para contato@pauloanhaia.com.br

Valeu, Paulo!

Mousikê Central Art – Escola + Loja + Estúdio

www.mousike.art.br / www.facebook.com/mousike.art.br