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Sétimas e Tétrades

Sétimas e Tétrades

Depois de passar por quintas, terças e tríades, vamos às sétimas e tétrades.

Sétimas

O intervalo de sétima pode ser classificado de 3 formas:
– a sétima diminuta (º7) é um intervalo de 4,5 tons ou 9 semitons;
– a sétima menor (7) é um intervalo de 5 tons ou 10 semitons;
– e a sétima maior (7M) é um intervalo de 5,5 tons ou 11 semitons.

Entre as notas naturais:

– os intervalos dó – si e fá – mi são sétimas maiores, todas os outros (ré – dó, mi – ré, sol – fá, lá – sol e si – lá) são sétimas menores.
* não existe sétima diminuta entre notas naturais, sempre haverá algum acidente.

Com acidentes:

Se dó – si é uma sétima maior, o que seria do – sib?
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Uma sétima menor.

E qual seria a sétima diminuta de lá?
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Se lá – sol é uma sétima menor, lá – solb seria uma sétima diminuta.

Podemos pensar nas sétimas à partir da oitava:
– semitom abaixo da oitava está a sétima maior;
– 1 tom abaixo da oitava está a sétima menor;
– 1,5 tom abaixo da oitava está a sétima diminuta.

Tétrades

– ao acrescentar um intervalo de sétima à uma tríade, formamos uma tétrade, ou seja, um acorde formado por 4 notas: a fundamental (que dá nome à tétrade), uma terça, uma quinta e uma sétima.
* qualquer combinação de 4 notas pode ser considerada uma tétrade, porém, na prática musical, as formações derivadas de empilhamentos de terça (tríades + sétimas) são mais comuns e usuais.

Vejamos os sete tipos de tétrades que aparecem nos quatro campos harmônicos gerados pelas quatro grandes escalas e como são cifrados (exemplos em C):

Tríade aumentada + 7M = C7M(#5)
Tríade maior + 7M = C7M
Tríade maior + 7 = C7
Tríade menor + 7M = Cm(7M)
Tríade menor + 7 = Cm7
Tríade diminuta + 7 = Cm7(b5) ouø
Tríade diminuta + º7 = Cº

leandro

Leandro Fonseca fb.com/leandrofonsecatgk
Compositor, Professor, Músico, Produtor e Diretor da Mousikê

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Terças e Tríades

Falei anteriormente sobre os intervalos de quinta.
Agora, vamos ver informações e dicas bem simples a respeito dos intervalos de terça e sobre a formação de tríades.

Terças

– a terça menor é um intervalo de 1,5 tom ou 3 semitons;
– a terça maior é um intervalo de 2 tons ou 4 semitons;
– as terças menores de notas naturais são: ré – fá, mi – sol, lá – dó e si – ré;
– as terças maiores de notas naturais são: dó – mi, fá – lá e sol – si;

À partir daí fica fácil lidar também com os acidentes:

– dó – mib, fá – láb e sol – sib são terças menores;
– ré – fá#, mi – sol#, lá – dó# e si – ré# são terças maiores;
– dó# – mi, fá# – lá e sol# – si são terças menores;
– réb – fá, mib – sol, láb – dó e sib – ré são terças maiores;

Qual seria a terça menor de um sib?
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Vejamos, si – ré é uma terça menor, certo? Então a terça menor do sib é o réb.

E a terça maior de um fá#?
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Bom, se a terça maior do fá é o lá, a terça maior do fá# é o lá#.

Formação de Tríades

– uma tríade é formada por 3 notas, a fundamental (que dá nome à tríade), uma terça e uma quinta;
– existem 4 tipos de tríades: maior, menor, aumentada e diminuta;
– maior: F 3M 5J;
– menor: F 3m 5J;
– aumentada: F 3M 5A;
– diminuta: F 3m 5d;
– tríades maiores e menores têm quinta justa;
– tríades maiores e aumentadas têm terça maior;
– tríades menores e diminutas têm terça menor;
– a quinta das tríades aumentadas e diminutas acompanham o nome da tríade (5A para tríade aumentada e 5d para tríade diminuta).

Tríades

Se tiver interesse em saber como tocar e entender de forma organizada esses acordes (tríades) no violão e na guitarra, entre em contato pelo whatsapp (11) 94127-6244 e receba gratuitamente um pdf com uma explicação sobre as posições.

Bons estudos!

leandro

Leandro Fonseca – Compositor, Professor, Músico, Produtor e Diretor da Mousikê  fb.com/leandrofonsecatgk

Como aproveitar melhor os ensaios

Como aproveitar melhor os ensaios

Por Leandro Fonseca

Deixei aqui no Blog algumas dicas para melhorar o som de um ensaio. Caso tenha perdido, clique aqui.

A Manuela Perez também deixou algumas dicas específicas para cantores, que você pode ler nesse link.

Agora, vamos tentar tirar melhor proveito do ensaio em si.

Defina um objetivo

Pode parecer bobeira, mas se o objetivo do ensaio é somente encontrar os amigos, de vez em quando, e fazer um som, tudo que vem a seguir pode deixar de fazer sentido.
Por outro lado, o ensaio do show da sua banda é bem diferente de um ensaio de composição e criação, por exemplo, ou uma situação em que você é um músico contratado.
Então, na verdade, é importante que todos os envolvidos estejam alinhados com o mesmo objetivo.
Converse antes, saiba quais são as músicas que serão ensaiadas e certifique-se de que todos estão se baseando em uma mesma versão. É muito comum bandas que chegam na hora do ensaio e descobrem que o guitarrista, por exemplo, tirou a versão do disco, o tecladista tirou a versão de um DVD ao vivo, em outro tom, e o cantor tirou a versão editada (mais curta) do videoclipe.

Saiba as músicas

Como “regra” geral, ensaio não é ocasião para você “tirar” músicas. É importante chegar sabendo a sua parte.
Eu acho legal anotar pelo menos a forma da música antes, algo como: introdução 2x, verso 4x, refrão 2x, solo de teclado etc, desde que você saiba bem cada uma das partes. Dependendo do trabalho, pode ser interessante escrever mais detalhes ou até mesmo a partitura completa. Isso certamente vai ajudar com a sua parte, mas também pode ajudar a tirar dúvidas dos outros músicos, como onde exatamente o cantor volta depois do solo, ou quantas vezes se repete a parte final da música. Enfim, esteja o mais preparado possível.

Ensaie

Se o ensaio não é para tirar músicas é para quê?
O ensaio serve para tocar com outras pessoas, a(s) música(s) que você já estudou. Espera-se que cada um saiba a sua respectiva parte e que no ensaio sejam definidos  detalhes da harmonia e arranjos. Serve também para dar confiança para os músicos ao tocar em conjunto. No ensaio, você pode testar, errar, parar, continuar ou voltar do começo. O ensaio é mais uma etapa do estudo. É importante também dedicar ensaios exclusivos para que vozes e backing vocals tenham a harmonia e afinação checadas. É muito comum essa parte ser negligenciada.

Ensaio de show

Se os ensaios têm como objetivo uma apresentação, depois que as músicas estiverem devidamente tiradas e ensaiadas, é importante definir o repertório e a ordem das músicas. Tente antecipar os “problemas” técnicos que possam surgir, como troca de instrumentos, timbres ou figurino, e alinhe isso com a dinâmica das músicas e do show.
Tente pensar como se você estivesse assistindo, o que você esperaria, ou o que gostaria que a banda fizesse ou que não fizesse no palco.
Defina e estude as emendas de uma música na outra, bem como o que será falado com o público e em quais momentos.
Ensaie o show! Toque todo o repertório, do começo ao fim, na ordem estabelecida, com tudo o que foi combinado e como se estivesse valendo.
Pode ser legal filmar/gravar para assistir ou ouvir depois e analisar os erros e acertos. Esse ensaio pode também ser cronometrado para saber exatamente qual a duração do show.

Ensaio de pré-produção

Escrevi há um tempo esse texto sobre Pré-Produção, vale a pena dar uma olhada.

Se os ensaios antecedem uma gravação, é importante ser o mais detalhista possível.
O processo envolve um pouco de tudo o que foi exposto acima:

– saiba sua parte;
– tenha ao menos um mapa das músicas com forma, tonalidade, andamento e fórmula de compasso;
– os ensaios servirão para definir arranjos e convenções;
– alguém de fora, que não esteja emocionalmente envolvido com as músicas, pode dar boas sugestões;
– documente tudo;
– grave os ensaios para poder ouvir as músicas com calma;
– não esqueça dos timbres;
– capriche na guia.

leandro

Leandro Fonseca – Compositor, Professor, Músico, Produtor e Diretor da Mousikê  fb.com/leandrofonsecatgk

 

10 dicas para você soltar a voz com mais tranquilidade durante um ensaio

10 dicas para você soltar a voz com mais tranquilidade durante um ensaio

Por Manuela Perez

Se prepare antes

1) Estude o repertório

É importante que você conheça bem as músicas que irá cantar. Nada mais profissional do que chegar ao ensaio sabendo a sua parte.

2) Descubra se a tonalidade das músicas está adequada para a sua voz

Caso sinta desconforto cantando alguma música, converse com a sua banda para mudar o tom.

Peça ajuda ao seu professor. Muitas vezes você até alcança o tom da música, mas precisa estudar mais alguma técnica específica. É muito importante conhecer sua própria voz.

3) Leve as letras para o ensaio

Faça anotações nas letras, principalmente sobre as técnicas: onde respirar, partes agudas, partes graves, entre outras que julgar necessárias. Isso te deixará mais confiante.

Além disso, para não ter dúvida na hora, anote também quantas vezes repete cada parte da música (refrão, parte A, parte B, etc).

Dia do ensaio

4) Tenha uma refeição mais leve

Antes de cantar, recomenda-se comer uma maçã.

Por ser adstringente, ela ajuda a limpar a boca e a faringe. Além disso, ajuda na ressonância e articulação. Outro ponto positivo da maçã é que o movimento da mastigação ajuda a soltar a musculatura.

Evite derivados do leite, chocolate, doces e refrigerante. Esses alimentos deixam a saliva mais grossa e dificultam a fonoarticulação.

5) Aqueça a sua voz

É importante aquecer a voz para prepará-la adequadamente na hora de cantar.

Faça exercícios de respiração, vibração de lábio ou língua e alguns vocalizes.

Para se sentir mais solto e relaxado, faça também exercícios de alongamento, já que a tensão atrapalha muito.

É importante que você esteja totalmente aquecido e relaxado.

Na hora do ensaio

6) Regule o microfone

Passe o som sempre. Tente regular bem a equalização e o volume do seu microfone. É importante que você esteja se ouvindo para não forçar a voz. Qualquer sinal de voz arranhada é um indício de que algo está errado, por isso é muito importante ajustar o microfone.

Neste link você encontra algumas dicas de como regular os equipamentos e instrumentos na hora do ensaio.

7) Beba água

Durante o ensaio beba água na temperatura ambiente. A água ajuda a não deixar sua boca seca enquanto canta. Além disso, a ingestão de água ao longo do dia hidrata a laringe e, assim, diminui os riscos de lesão nas cordas vocais.

8) Nunca ultrapasse o seu limite

Se sentir qualquer desconforto enquanto canta, pare e analise o que pode estar acontecendo. Se estiver com a voz cansada ou se estiver doente, não cante. Isso prejudica a saúde vocal.

Pós ensaio

9) Anote o que pode ser melhorado

Ao final do ensaio, faça anotações do que acha que pode ser mudado, o que faltou, o que errou ou mudanças que você acha importantes para a qualidade da sua voz. Converse com os músicos e peça sugestões.

10) Desaqueça assim que terminar de cantar

Faça exercícios de vibração de lábio ou língua na região grave. Isso ajuda a voltar a voz para região de fala, sem continuar forçando a musculatura.

E, aí? Gostou das dicas?

Deixe seu comentário.

manuela

Manuela Perez é cantora profissional e professora da Mousikê