Categoria: Colunas

Digitações para a Escala Menor Melódica #5 e seus modos

Este também é um post para os guitarristas.

Nada como conhecer bem o braço da guitarra e saber localizar com facilidade qualquer nota em qualquer região. Mas a guitarra é um instrumento que possibilita a utilização de desenhos de digitação e isso ajuda bastante quem está começando – e até quem já toca – a ter mais fluência, desenvolver a velocidade, mudar de tom ou de escala, ou de acorde ou qualquer outro elemento com mais facilidade.

Sendo assim, aqui eu disponibilizo os desenhos fechados de digitação da Escala Menor Melódica #5 e de seus modos sintéticos. 

A Menor Melódica #5 é a quinta grande escala geradora de modos interessantes, a saber, Escala Diatônica, Menor Melódica, Menor Harmônica, Maior Harmônica, Menor Melódica b5 e Menor Melódica #5. Assim como as Escalas Menor Harmônica e Maior Harmônica, a Menor Melódica #5 possui um intervalo de segunda aumentada, o que lhe confere também aquele sabor oriental/mediterrânico/árabe.

Lick com o modo Mixolídio #2 #4 em Sol

Os desenhos estão em Ré Menor Melódica #5 e servem para os modos:

Ré Dório 7M #5 – Ré Mi Fá Sol Lá# Si Dó# Ré
Mi Frígio 6 #4 – Mi Fá Sol Lá# Si Dó# Ré Mi
Fá Lídio #5 #3 – Fá Sol Lá# Si Dó# Ré Mi Fá
Sol Mixolídio #4 #2 – Sol Lá# Si Dó# Ré Mi Fá Sol
Lá# Alterado º6 º7 – Lá# Si Dó# Ré Mi Fá Sol Lá#
Si Eólio b5 7M – Si Dó# Ré Mi Fá Sol Lá# Si
Dó# Alterado 6 – Dó# Ré Mi Fá Sol Lá# Si Dó#

Bons estudos!

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Leandro Fonseca fb.com/leandrofonsecatgk
Compositor, Professor, Músico, Produtor e Diretor da Mousikê
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Digitações para a Escala Maior Harmônica e seus modos

Este é um post para os guitarristas.

Nada como conhecer bem o braço da guitarra e saber localizar com facilidade qualquer nota em qualquer região. Mas a guitarra é um instrumento que possibilita a utilização de desenhos de digitação e isso ajuda bastante quem está começando – e até quem já toca – a ter mais fluência, desenvolver a velocidade, mudar de tom ou de escala, ou de acorde ou qualquer outro elemento com mais facilidade.

Sendo assim, aqui eu disponibilizo os desenhos fechados de digitação da Escala Maior Harmônica e de seus modos sintéticos. Informações teóricas sobre essa escala você encontra aqui.

A Escala Maior Harmônica é a qurta grande escala geradora de modos interessantes, a saber, Escala Diatônica, Menor Melódica, Menor Harmônica, Maior Harmônica, Menor Melódica b5 e Menor Melódica #5. A Escala Maior Harmônica possui um intervalo de segunda aumentada, o que lhe confere também aquele sabor oriental/mediterrânico/árabe.

Lick com o modo Mixolídio b9 em Lá

Os desenhos estão em Dó Maior Harmônica e servem para os modos:

Dó Jônio b6 – Dó Ré Mi Fá Sol Láb Si Dó
Ré Dório b5 – Ré Mi Fá Sol Láb Si Dó Ré
Mi Frígio b4 – Mi Fá Sol Láb Si Dó Ré Mi
Fá Lídio b3 – Fá Sol Láb Si Dó Ré Mi Fá
Sol Mixolídio b9 – Sol Láb Si Dó Ré Mi Fá Sol
Lá Lídio #5 #9 – Láb Si Dó Ré Mi Fá Sol Láb
Si Lócrio º7 – Si Dó Ré Mi Fá Sol Láb Si

Bons estudos!

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Leandro Fonseca fb.com/leandrofonsecatgk
Compositor, Professor, Músico, Produtor e Diretor da Mousikê
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Intervalos Compostos

Para fecharmos o assunto intervalo e suas classificações, veremos agora os Intervalos Compostos.

Recapitulando

– primeiro nós vimos a classificação dos intervalos de quinta: todas as quintas naturais são justas, exceto si – fá (quinta diminuta);
– depois, passamos pelos intervalos de terça: dó – mi, fá – lá e sol – si são terças maiores, as demais terças formadas entre notas naturais são menores;
– e, por último, os intervalos de sétima: dó – si e fá – mi são sétimas maiores, as demais sétimas formadas entre notas naturais são menores; *um semitom abaixo da oitava é uma sétima maior, um tom abaixo da oitava é uma sétima menor e um tom e meio abaixo da oitava é uma sétima diminuta.

Intervalos Compostos

Os intervalos compostos são aqueles que ultrapassam uma oitava.
Lembrando que a oitava é a repetição do som fundamental em um registro mais agudo.
Assim, os próximos intervalos, depois da oitava, seriam: a nona (repetição da segunda), a décima (repetição da terça), a décima primeira (repetição da quarta), a décima
segunda (repetição da quinta), a décima terceira (repetição da sexta) e a décima quarta (repetição da sétima).

Os intervalos que já estudamos, quintas, terças e sétimas, não usam essa classificação composta, continuam sendo quintas, terças e sétimas, mesmo quando ultrapassam a
oitava.

Os intervalos de segunda, quarta e sexta – nona, décima primeira e décima terceira, respectivamente, quando ultrapassam a oitava – ainda não tinham sido mencionados.
Os intervalos compostos de nona, décima primeira e décima terceira, recebem a mesma classificação que os intervalos simples de segunda, quarta e sexta.
Vamos a eles.

Segunda (ou Nona)

– a segunda menor é um intervalo de 1 semitom;
– a segunda maior é um intervalo de 1 tom ou 2 semitons;
– a segunda aumentada é um intervalo de 1,5 tom ou 3 semitons;

Entre as notas naturais:

– os intervalos mi – fá e si – dó são segundas menores, todos os outros (dó – ré, ré – mi, fá – sol, sol – lá e lá – si) são segundas maiores.
* não existe segunda aumentada entre notas naturais, sempre haverá algum acidente.

Quarta (ou Décima Primeira)

– a quarta justa é um intervalo de 2,5 tons ou 5 semitons;
– a quarta é uma inversão da quinta, logo, todas as quartas são justas, exceto fá – si;
– a quarta aumentada é um intervalo de 3 tons.

Sexta (ou Décima Terceira)

– a sexta menor é um intervalo de 4 tons ou 8 semitons;
– a sexta maior é um intervalo de 4,5 tons ou 9 semitons;
– a sexta aumentada é um intervalo de 5 tons ou 10 semitons;

A segunda está entre a fundamental e a terça, a quarta está entre a terça e a quinta e a sexta está entre a quinta e a sétima.
Você pode se apoiar nos outros intervalos já estudados (quintas, terças e sétimas) para classificar os novos.

Por fim, uma tabela com todos os intervalos e sua classificações:

intervalos tabela

Bons estudos!

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Leandro Fonseca – Compositor, Professor, Músico, Produtor e Diretor da Mousikê  fb.com/leandrofonsecatgk

Campo Harmônico

Campo Harmônico

Harmonia, s.f. 1. Sucessão de sons agradáveis ao ouvido; 2. arte de formar e dispor os acordes musicais; 3. disposição ordenada entre as partes de um todo; 4. suavidade de estilo; 5. concórdia; paz e amizade entre pessoas; 6. proporção; simetria; 7. coerência.

Harmônico, adj. 1. Concernente a harmonia; 2. em que há harmonia; harmonioso; 3. regular; coerente; proporcionado.

Amora (1998)

Harmonia: o ensino dos complexos sonoros (acordes) e de suas possibilidades de encadeamento, tendo em conta seus valores arquitetônicos, melódicos e rítmicos e suas relações de equilíbrio.

Schoenberg (1911)

A palavra harmonia no âmbito musical está sempre relacionada com acordes. Harmonia é o estudo dos acordes e suas relações e/ou funções.

Os harmônicos estão relacionados com a série harmônica, que também tem tudo a ver com formação de acordes, mas não é assunto para este post.

Campo, s.m. física 1. Região que se encontra sob a influência de alguma força ou agente físico; sentido figurado 2. área em que se desenvolve determinada atividade; 3. assunto, motivo, tema; 4. esfera de ação; domínio, âmbito.

Dicionário do Google (2018)

Campo Harmônico é, então, um grupo ou conjunto (Campo) de acordes (Harmônico), gerado a partir de uma escala. Usamos normalmente para isso nossas seis grandes escalas.

Empilhando as notas das escalas em intervalos de terça (em dó maior, por exemplo: acorde I – dó mi sol si = C7M, acorde II – ré fá lá dó = Dm7, e, assim por diante, usando apenas notas da escala em questão), obtemos os campos:

Diatônico: C7M Dm7 Em7 F7M G7 Am7 Bm7(b5)
Menor Melódico: Cm(7M) Dm7 Eb7M(#5) F7 G7 Am7(b5) Bm7(b5)
Menor Harmônico: Cm(7M) Dm7(b5) Eb7M(#5) Fm7 G7 Ab7M Bº
Maior Harmônico: C7M Dm7(b5) Em7 Fm(7M) G7 Ab7M(#5) Bº
Menor Melódico #5: Cm(7M#5) Dm7 Eb7M(#3#5) F7 G#º Am(7Mb5) Bm7(b5)
Menor Melódico b5: Cm(7Mb5) Dm7 Ebm(7M#5) F7 Gb(7M#3#5) Aº Bm7(b5)

Para o campo harmônico em tríades, desconsidere as sétimas.

Dúvidas?
Entre em contato pelo e-mail: mousike@mousike.art.br

Referências:

AMORA, Antônio Soares Minidicionário Soares Amora da língua portuguesa. 4ª ed – São Paulo: Editora Saraiva, 1998.

SCHOENBERG, Arnold Harmonia. São Paulo: Editora UNESP, 2001.

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Leandro Fonseca fb.com/leandrofonsecatgk
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Sétimas e Tétrades

Sétimas e Tétrades

Depois de passar por quintas, terças e tríades, vamos às sétimas e tétrades.

Sétimas

O intervalo de sétima pode ser classificado de 3 formas:
– a sétima diminuta (º7) é um intervalo de 4,5 tons ou 9 semitons;
– a sétima menor (7) é um intervalo de 5 tons ou 10 semitons;
– e a sétima maior (7M) é um intervalo de 5,5 tons ou 11 semitons.

Entre as notas naturais:

– os intervalos dó – si e fá – mi são sétimas maiores, todos os outros (ré – dó, mi – ré, sol – fá, lá – sol e si – lá) são sétimas menores.
* não existe sétima diminuta entre notas naturais, sempre haverá algum acidente.

Com acidentes:

Se dó – si é uma sétima maior, o que seria do – sib?
.
.
.
.
.
Uma sétima menor.

E qual seria a sétima diminuta de lá?
.
.
.
.
.
Se lá – sol é uma sétima menor, lá – solb seria uma sétima diminuta.

Podemos pensar nas sétimas à partir da oitava:
– semitom abaixo da oitava está a sétima maior;
– 1 tom abaixo da oitava está a sétima menor;
– 1,5 tom abaixo da oitava está a sétima diminuta.

Tétrades

– ao acrescentar um intervalo de sétima à uma tríade, formamos uma tétrade, ou seja, um acorde formado por 4 notas: a fundamental (que dá nome à tétrade), uma terça, uma quinta e uma sétima.
* qualquer combinação de 4 notas pode ser considerada uma tétrade, porém, na prática musical, as formações derivadas de empilhamentos de terça (tríades + sétimas) são mais comuns e usuais.

Vejamos os sete tipos de tétrades que aparecem nos quatro campos harmônicos gerados pelas quatro grandes escalas e como são cifrados (exemplos em C):

Tríade aumentada + 7M = C7M(#5)
Tríade maior + 7M = C7M
Tríade maior + 7 = C7
Tríade menor + 7M = Cm(7M)
Tríade menor + 7 = Cm7
Tríade diminuta + 7 = Cm7(b5) ouø
Tríade diminuta + º7 = Cº

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Leandro Fonseca fb.com/leandrofonsecatgk
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Megadeth: De “The Call of Ktulu” à “Dystopia”

Megadeth: De “The Call of Ktulu” à “Dystopia”

“Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. – Antoine L. Lavoisier

Antes de ser expulso do Metallica, em 1983, Dave Mustaine já tinha contribuído com material  para os dois primeiros álbuns da banda, Kill ‘em All e Ride the Lightining (Metallica, 1983 e 1984). Pouco depois, incluiu sua “versão” da música “The Four Horsemen” no disco de estreia do Megadeth, Killing is my Business (Megadeth, 1984).

– The Four Horsemen 

– Mechanix 

A progressão de acordes de “The Call of Ktulu”, do álbum Ride the Lightning (Metallica, 1984), foi reaproveitada mais tarde como introdução do grande clássico do álbum Rust in Piece, “Hangar 18” (Megadeth, 1990).

– The Call of Ktulu (começa aos 2:35)

– Hangar 18 

“Hangar 18” é uma das músicas mais importantes e mais conhecidas do Megadeth, quase sempre presente nas apresentações da banda.
Tão importante que no álbum The World Needs a Hero (Megadeth, 2005) há uma música chamada “Return to Hangar”, que apresenta uma nova letra e arranjo, mas preserva a estrutura e o material melódico.

No último álbum da banda, que por sinal acaba de completar 35 anos, mais uma vez, Mustaine vai buscar inspiração em “Hangar 18”. “Dystopia”, a faixa título (Megadeth, 2016), apresenta exatamente a mesma forma musical que “Hangar 18”.

– Dystopia 

Ouça e compare as duas músicas. Perceba como muitos elementos são parecidos, não somente a ordem das partes, mas o caráter também. Repare, por exemplo, na introdução, nos versos e solos entre os versos e nas mudanças e solos a partir da metade das músicas.

Abaixo, vídeos do Kiko Loureiro, atual guitarrista do Megadeth, praticando as músicas:

Trinta e cinco anos depois, vemos os temas, os arranjos, as formas se transformando e algo novo surgindo. E pensar que tudo começou com uma “simples” progressão de acordes em Ré Menor. Progressão, aliás, que é um bom exemplo do uso do cromatismo, outra característica marcante da banda. Outro exemplo do uso do cromatismo no Megadeth está aqui: https://youtu.be/lv4LUGhiROE

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Leandro Fonseca – Compositor, Professor, Músico, Produtor e Diretor da Mousikê fb.com/leandrofonsecatgk

Ensaio Técnico e Ensaio Artístico (ou Ensaio de Performance)

Ensaio Técnico e Ensaio Artístico (ou Ensaio de Performance)

Por Leandro Fonseca

Boa parte das bandas iniciantes, e até muitas iniciadas, se preocupa apenas com a parte técnica.

Os ensaios consistem em executar as músicas e ajustar detalhes dos arranjos.
Na hora do show, por mais perfeita que esteja a execução das músicas, essas bandas deixam a desejar em relação à performance e à fluência.
É importante estar também preparado e ensaiado para tornar o show dinâmico e interagir com o público.

Bati um papo com o Giuliano Bonetti, da banda Universo Relativo, pra ver como eles lidam com essa e outras questões.

Leandro Fonseca: Já assisti a UR se apresentando, mas o último show no Teatro Lauro Gomes (em São Bernardo do Campo), no dia 7 de outubro, chamou muito a minha atenção positivamente em relação à performance de vocês. Como vocês se prepararam para o show?

Giuliano Bonetti: Esse era um show que vínhamos planejando há bastante tempo. Tocar em um palco tão importante pra cultura da nossa cidade, ainda mais comemorando aniversário de banda, demandou bastante trabalho. Tivemos todos os cuidados com as pessoas que trabalhariam no dia como roadie, técnico de som, técnico de luz, fotógrafo, captação de áudio, de vídeo, além dos músicos que estariam no palco com a gente. O show começa na verdade em todo esse processo, fizemos ações em escolas, parcerias. Isso tudo além do principal: muito ensaio e dedicação pra pensar em cada detalhe do show.

LF: Nitidamente me deu a sensação de que estão em uma nova fase e atingiram um novo patamar de maturidade. Como trabalharam essa relação ensaio técnico vs. ensaio artístico?

GB: Fico feliz com o elogio, muito obrigado, mestre! Haha.
Os ensaios são o momento principal, é muito importante abrir mão de tocar alto e pensar no conjunto, assim conseguimos ouvir bem todos os instrumentos, sentir o que precisa ser melhorado. A gente buscou primeiro deixar cada música redonda e depois ensaiar bem todas as emendas, trocas de instrumentos, a fim de sentir o mais próximo do resultado final.

LF: Escrevi um texto exatamente sobre isso (Ensaie mais baixo e ouça melhor). Vejo que muitas bandas têm dificuldade em lidar com o volume nos ensaios. Ensaiam exageradamente alto, não se ouvem bem, e ainda correm o risco de desenvolver problemas relacionados à audição.

LF: Vocês chegaram a fazer um ensaio completo e cronometrar a duração do show?

GB: Sim, geralmente o último ensaio que fazemos, quando tudo já está ensaiado, é para passar o show completo. Serve para sentirmos o tempo das trocas de instrumentos, às vezes aquela afinada no instrumento entre uma música e outra, além de ver o tempo total de show. É bem legal para chegar seguro e já prever possíveis soluções caso algo dê errado na hora do show.

LF: Vocês fazem ensaios dedicados para vozes ou cordas, por exemplo?

GB: Sim, a gente costuma sempre passar as aberturas de voz separadamente, assim como baixo com a batera, baixo com a guitarra. Assim, evita de deixar passar algum detalhe que não esteja encaixando. A curiosidade foi que nesse show tivemos a participação de um violino e um violoncelo, o Tassinho (guitarrista) também ensaiou muito com eles e com o Vitão (tecladista) antes do ensaio com a banda completa.

LF: Alguém assina a produção do show?

GB: O show é todo pensado por nós mesmos, junto com nossa produtora, a Casa de Abelha. Mas a parte musical vai muito do nosso feeling mesmo. Nós temos o costume também de pensar a ordem do show considerando qual caminho queremos que o show faça. Por exemplo, se a primeira música tem que ser a mais empolgante, quais emendas podem ficar legais, quais espaços são necessários pra interação com público, onde colocar músicas novas. Assim, o Julio (batera) gosta até de fazer um gráfico, pensando quais lacunas precisamos preencher com cover ou até composições novas.

LF: Como escolhem o figurino?

GB: O figurino é escolhido com uma profissional, a Anna Beatriz Tomé. Ela atua com a gente nas fotos de divulgação, vídeos, tudo pensado na personalidade de cada um, na identidade da banda também. Já é lugar comum falar isso, mas é fundamental uma escolha criteriosa na imagem da banda em todos os momentos.

LF: E o repertorio? A escolha é democrática?

GB: Sim, somos uma banda muito democrática. A gente faz votação pra tudo. Então, a gente faz a avaliação do tempo de show, qual ordem pode ficar legal e assim, se precisar, escolhemos pontualmente algum cover para conversar com o restante do show.

LF: Vocês ensaiam tudo o que vão falar com o público e em quais momentos do show, ou tem uma dose de improviso?

GB: Nós sempre deixamos definidos os momentos em que as falas vão ser necessárias. Com isso, a gente já faz uma primeira divisão do que vai ser falado (redes sociais da banda, agradecimentos, contar a história da música seguinte). Mas é claro que o show nunca acontece da forma exata, então é importante ter jogo de cintura e improvisar de vez em quando. Acho importantíssimo que o show seja espontâneo e natural e, justamente por isso, é legal fazer um planejamento, assim me deixa seguro se na hora a corda de alguém estoura, se dá algum jazz na parte técnica.

LF: Vocês também costumam apresentar uma música cover nos shows. Como é feita a escolha da música e a elaboração dos arranjos?

GB: Somos uma banda autoral, então o cover vem para complementar algum momento do show, por isso escolhemos músicas que conversem muito com a proposta do show e com a nossa mensagem. Assim, a gente procura sempre fazer uma versão nossa da música.

LF: Vocês apresentaram músicas novas nesse show do Lauro Gomes e estão para lançar um vídeo de Himalaia, gravado ao vivo. Quando sai o vídeo e quais os planos para o próximo ano?

GB: O vídeo deve sair no dia 5 de dezembro, o lançamento será na página Brasileiríssimos no Facebook, não é por nada, mas ficou bem bonito! Haha.
Para 2018, estamos em fase de composição, pois queremos lançar alguns singles ao longo de todo o ano. A ideia também é trabalhar bem essas músicas com material audiovisual, então queremos dar uma atenção para o Youtube e as redes sociais. Estamos pensando a melhor maneira de fazer tudo isso.

LF: No fim do ano passado vocês lançaram música nova composta em parceria com o Capela. Alguma surpresa pra este fim de ano?

GB: Ano passado tivemos essa alegria de fim de ano com essa música, a Em busca de paz que está sempre nos nossos shows, a letra dela virou até tatuagem do meu irmão! Foi muito legal porque teve a participação de muitos artistas amigos nossos. Mas esse ano o lançamento que faremos é do vídeo ao vivo de Himalaia, além de alguns shows como a virada inclusiva dia 2/12 e estamos na semifinal do Fun Music. Nossa cabeça já está nos singles de 2018, mas quem sabe a Em busca de paz não aparece nas plataformas de streaming?

LF: Bom demais, Giu! Agradeço o papo e desejo mais sucesso e realizações ainda pra Universo Relativo. Sei que é um trampo feito com muito amor e empenho.

GB: Valeu pelo papo, muito legal falar desses detalhes que muitas vezes o pessoal não vê! Obrigado, mestre!

Para acompanhar a banda:
Instagram: @universo.relativo
Facebook: fb.com/urelativo

leandro

Leandro Fonseca – Compositor, Professor, Músico, Produtor e Diretor da Mousikê  fb.com/leandrofonsecatgk

Terças e Tríades

Falei anteriormente sobre os intervalos de quinta.
Agora, vamos ver informações e dicas bem simples a respeito dos intervalos de terça e sobre a formação de tríades.

Terças

– a terça menor é um intervalo de 1,5 tom ou 3 semitons;
– a terça maior é um intervalo de 2 tons ou 4 semitons;
– as terças menores entre notas naturais são: ré – fá, mi – sol, lá – dó e si – ré;
– as terças maiores entre notas naturais são: dó – mi, fá – lá e sol – si;

À partir daí fica fácil lidar também com os acidentes:

– dó – mib, fá – láb e sol – sib são terças menores;
– ré – fá#, mi – sol#, lá – dó# e si – ré# são terças maiores;
– dó# – mi, fá# – lá e sol# – si são terças menores;
– réb – fá, mib – sol, láb – dó e sib – ré são terças maiores;

Qual seria a terça menor de um sib?
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Vejamos, si – ré é uma terça menor, certo? Então a terça menor do sib é o réb.

E a terça maior de um fá#?
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Bom, se a terça maior do fá é o lá, a terça maior do fá# é o lá#.

Formação de Tríades

– uma tríade é formada por 3 notas, a fundamental (que dá nome à tríade), uma terça e uma quinta;
– existem 4 tipos de tríades: maior, menor, aumentada e diminuta;
– maior: F 3M 5J;
– menor: F 3m 5J;
– aumentada: F 3M 5A;
– diminuta: F 3m 5d;
– tríades maiores e menores têm quinta justa;
– tríades maiores e aumentadas têm terça maior;
– tríades menores e diminutas têm terça menor;
– a quinta das tríades aumentadas e diminutas acompanham o nome da tríade (5A para tríade aumentada e 5d para tríade diminuta).

Tríades

Se tiver interesse em saber como tocar e entender de forma organizada esses acordes (tríades) no violão e na guitarra, entre em contato pelo whatsapp (11) 94127-6244 e receba gratuitamente um pdf com uma explicação sobre as posições.

Bons estudos!

leandro

Leandro Fonseca – Compositor, Professor, Músico, Produtor e Diretor da Mousikê  fb.com/leandrofonsecatgk

Como aproveitar melhor os ensaios

Como aproveitar melhor os ensaios

Por Leandro Fonseca

Deixei aqui no Blog algumas dicas para melhorar o som de um ensaio. Caso tenha perdido, clique aqui.

A Manuela Perez também deixou algumas dicas específicas para cantores, que você pode ler nesse link.

Agora, vamos tentar tirar melhor proveito do ensaio em si.

Defina um objetivo

Pode parecer bobeira, mas se o objetivo do ensaio é somente encontrar os amigos, de vez em quando, e fazer um som, tudo que vem a seguir pode deixar de fazer sentido.
Por outro lado, o ensaio do show da sua banda é bem diferente de um ensaio de composição e criação, por exemplo, ou uma situação em que você é um músico contratado.
Então, na verdade, é importante que todos os envolvidos estejam alinhados com o mesmo objetivo.
Converse antes, saiba quais são as músicas que serão ensaiadas e certifique-se de que todos estão se baseando em uma mesma versão. É muito comum bandas que chegam na hora do ensaio e descobrem que o guitarrista, por exemplo, tirou a versão do disco, o tecladista tirou a versão de um DVD ao vivo, em outro tom, e o cantor tirou a versão editada (mais curta) do videoclipe.

Saiba as músicas

Como “regra” geral, ensaio não é ocasião para você “tirar” músicas. É importante chegar sabendo a sua parte.
Eu acho legal anotar pelo menos a forma da música antes, algo como: introdução 2x, verso 4x, refrão 2x, solo de teclado etc, desde que você saiba bem cada uma das partes. Dependendo do trabalho, pode ser interessante escrever mais detalhes ou até mesmo a partitura completa. Isso certamente vai ajudar com a sua parte, mas também pode ajudar a tirar dúvidas dos outros músicos, como onde exatamente o cantor volta depois do solo, ou quantas vezes se repete a parte final da música. Enfim, esteja o mais preparado possível.

Ensaie

Se o ensaio não é para tirar músicas é para quê?
O ensaio serve para tocar com outras pessoas, a(s) música(s) que você já estudou. Espera-se que cada um saiba a sua respectiva parte e que no ensaio sejam definidos  detalhes da harmonia e arranjos. Serve também para dar confiança para os músicos ao tocar em conjunto. No ensaio, você pode testar, errar, parar, continuar ou voltar do começo. O ensaio é mais uma etapa do estudo. É importante também dedicar ensaios exclusivos para que vozes e backing vocals tenham a harmonia e afinação checadas. É muito comum essa parte ser negligenciada.

Ensaio de show

Se os ensaios têm como objetivo uma apresentação, depois que as músicas estiverem devidamente tiradas e ensaiadas, é importante definir o repertório e a ordem das músicas. Tente antecipar os “problemas” técnicos que possam surgir, como troca de instrumentos, timbres ou figurino, e alinhe isso com a dinâmica das músicas e do show.
Tente pensar como se você estivesse assistindo, o que você esperaria, ou o que gostaria que a banda fizesse ou que não fizesse no palco.
Defina e estude as emendas de uma música na outra, bem como o que será falado com o público e em quais momentos.
Ensaie o show! Toque todo o repertório, do começo ao fim, na ordem estabelecida, com tudo o que foi combinado e como se estivesse valendo.
Pode ser legal filmar/gravar para assistir ou ouvir depois e analisar os erros e acertos. Esse ensaio pode também ser cronometrado para saber exatamente qual a duração do show.

Ensaio de pré-produção

Escrevi há um tempo esse texto sobre Pré-Produção, vale a pena dar uma olhada.

Se os ensaios antecedem uma gravação, é importante ser o mais detalhista possível.
O processo envolve um pouco de tudo o que foi exposto acima:

– saiba sua parte;
– tenha ao menos um mapa das músicas com forma, tonalidade, andamento e fórmula de compasso;
– os ensaios servirão para definir arranjos e convenções;
– alguém de fora, que não esteja emocionalmente envolvido com as músicas, pode dar boas sugestões;
– documente tudo;
– grave os ensaios para poder ouvir as músicas com calma;
– não esqueça dos timbres;
– capriche na guia.

leandro

Leandro Fonseca – Compositor, Professor, Músico, Produtor e Diretor da Mousikê  fb.com/leandrofonsecatgk

 

Escala Maior Harmônica ou A Quarta Grande Escala

Escala Maior Harmônica ou A Quarta Grande Escala

Por Leandro Fonseca

Anteriormente, vimos algumas informações sobre os Modos Diatônicos. Caso tenha perdido, acesse aqui.

Esses Modos podem ser entendidos e estruturados através da Escala Diatônica.

Tomando a Escala Diatônica de Dó Maior, como exemplo, teremos:

Jônio – Dó Ré Mi Fá Sol Lá Si Dó
Dório – Ré Mi Fá Sol Lá Si Dó Ré
Frígio – Mi Fá Sol Lá Si Dó Ré Mi
Lídio – Fá Sol Lá Si Dó Ré Mi Fá
Mixolídio – Sol Lá Si Dó Ré Mi Fá Sol
Eólio – Lá Si Dó Ré Mi Fá Sol Lá
Lócrio – Si Dó Ré Mi Fá Sol Lá Si

As Escalas Menores, por sua vez, geram os Modos Sintéticos, ou seja, variações dos sete modos originais.

Escala Menor Harmônica (F 2M 3m 4J 5J 6m 7M) em Lá:

Escala Menor Harmônica ou Eólio 7M – Lá Si Dó Ré Mi Fá Sol# Lá
Lócrio 6 – Si Dó Ré Mi Fá Sol# Lá Si
Jônio #5 – Dó Ré Mi Fá Sol# Lá Si Dó
Dório #4– Ré Mi Fá Sol# Lá Si Dó Ré
Frígio Maior ou Mixolídio b9 b13 – Mi Fá Sol# Lá Si Dó Ré Mi
Lídio #2 (ou #9) – Fá Sol# Lá Si Dó Ré Mi Fá
Escala Diminuta Harmônica – Sol# Lá Si Dó Ré Mi Fá Sol#

Escala Menor Melódica (F 2M 3m 4J 5J 6M 7M) em Dó:

Escala Menor Melódica ou Dório 7M – Dó Ré Mib Fá Sol Lá Si Dó
Frígio 6 ou Dório b9 – Ré Mib Fá Sol Lá Si Dó Ré
Lídio #5 – Mib Fá Sol Lá Si Dó Ré Mib
Mixolídio #4 (ou #11) ou Lídio b7 – Fá Sol Lá Si Dó Ré Mib Fá
Mixolídio b13 – Sol Lá Si Dó Ré Mib Fá Sol
Lócrio 9 ou Eólio b5 – Lá Si Dó Ré Mib Fá Sol Lá
Escala Alterada ou Super Lócrio – Si Dó Ré Mib Fá Sol Lá Si

Não muito usual, temos ainda a Escala Maior Harmônica.

Hoje, tratamos com naturalidade o uso de acordes do campo maior e menor dentro de uma mesma música, mas foi por meio da Escala Maior Harmônica que se deram as primeiras explicações teóricas a respeito do uso da subdominante menor em tons maiores e do sétimo grau diminuto resolvendo em uma tônica maior.

Hugo Riemann sugeriu que a subdominante menor em tons maiores funcionaria como uma dominante em tons menores.

Para Ernst Kurth, a Escala Maior Harmônica e o uso da subdominante menor em tons maiores foi um dos primeiros passos que a tonalidade clássica tomou em direção ao cromatismo de Wagner, que culminou com a dissolução completa do sistema tonal.

Essa escala, empregada a partir do século XIX, a princípio foi chamada de Maior-Menor.

O nome Escala Maior Harmônica foi adotado por Rimsky-Korsakov que reuniu uma série de exemplos e a colocou em pé de igualdade com a Escala Diatônica Maior.

Atualmente, a Escala Maior Harmônica é usada e difundida entre alguns músicos de jazz, mas fica aqui a minha sugestão para que você teste a sonoridade dessa escala e de seus modos sintéticos.

Aqui está uma música minha, baseada nesta escala:

O álbum completo com outras músicas baseadas nesta escala está disponível no:
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Mais sobre o álbum: https://goo.gl/xtAYUs

Escala Maior Harmônica (F 2M 3M 4J 5J 6m 7M) em Dó:

Escala Maior Harmônica ou Jônio b6 – Dó Ré Mi Fá Sol Láb Si Dó
Dório b5 ou Lócrio 6 9 – Ré Mi Fá Sol Láb Si Dó Ré
Frígio b4 – Mi Fá Sol Láb Si Dó Ré Mi
Lídio b3 ou Dório #4 7M – Fá Sol Láb Si Dó Ré Mi Fá
Mixolídio b9 – Sol Láb Si Dó Ré Mi Fá Sol
Lídio #5 #9 – Láb Si Dó Ré Mi Fá Sol Láb
Lócrio º7 – Si Dó Ré Mi Fá Sol Láb Si

*Guitarrista clique aqui.

Repare que as quatro escalas se diferem por apenas uma nota:

Diatônica – Dó Ré Mi Fá Sol Lá Si Dó
Menor Harmônica – Lá Si Dó Ré Mi Fá Sol#
Menor Melódica – Dó Ré Mib Fá Sol Lá Si Dó
Maior Harmônica – Dó Ré Mi Fá Sol Láb Si Dó

Ou seja, não é muito difícil colocá-las em prática.

Podemos, ainda, resumir da seguinte forma:

A Escala Diatônica Maior (3M) e a Escala Menor Melódica (3m) se diferem apenas pela terça. A Escala Maior Harmônica (3M) e a Escala Menor Harmônica (3m) se diferem apenas pela terça. Nesse contexto, é conveniente, e até usual, chamar a Escala Diatônica Maior de Escala Maior Melódica.

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Leandro Fonseca fb.com/leandrofonsecatgk
Compositor, Professor, Músico, Produtor e Diretor da Mousikê
Youtube

Referências:
RILEY, Matthew. The Harmonic Major Mode in Nineteenth Century
OKAZAKI, Miles. Fundamentals of Guitar