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Campo Harmônico

Campo Harmônico

Harmonia, s.f. 1. Sucessão de sons agradáveis ao ouvido; 2. arte de formar e dispor os acordes musicais; 3. disposição ordenada entre as partes de um todo; 4. suavidade de estilo; 5. concórdia; paz e amizade entre pessoas; 6. proporção; simetria; 7. coerência.

Harmônico, adj. 1. Concernente a harmonia; 2. em que há harmonia; harmonioso; 3. regular; coerente; proporcionado.

Amora (1998)

Harmonia: o ensino dos complexos sonoros (acordes) e de suas possibilidades de encadeamento, tendo em conta seus valores arquitetônicos, melódicos e rítmicos e suas relações de equilíbrio.

Schoenberg (1911)

A palavra harmonia no âmbito musical está sempre relacionada com acordes. Harmonia é o estudo dos acordes e suas relações e/ou funções.

Os harmônicos estão relacionados com a série harmônica, que também tem tudo a ver com formação de acordes, mas não é assunto para este post.

Campo, s.m. física 1. Região que se encontra sob a influência de alguma força ou agente físico; sentido figurado 2. área em que se desenvolve determinada atividade; 3. assunto, motivo, tema; 4. esfera de ação; domínio, âmbito.

Dicionário do Google (2018)

Campo Harmônico é, então, um grupo ou conjunto (Campo) de acordes (Harmônico), gerado a partir de uma escala. Usamos normalmente para isso nossas quatro grandes escalas.

Empilhando as notas das escalas em intervalos de terça (em dó maior, por exemplo: acorde I – dó mi sol si = C7M, acorde II – ré fá lá dó = Dm7, e, assim por diante, usando apenas notas da escala em questão), obtemos os campos:

Diatônico: C7M Dm7 Em7 F7M G7 Am7 Bm7(b5)
Menor Melódico: Cm(7M) Dm7 Eb7M(#5) F7 G7 Am7(b5) Bm7(b5)
Menor Harmônico: Cm(7M) Dm7(b5) Eb7M(#5) Fm7 G7 Ab7M Bº
Maior Harmônico: C7M Dm7(b5) Em7 Fm(7M) G7 Ab7M(#5) Bº

Para o campo harmônico em tríades, desconsidere as sétimas.

Dúvidas?
Entre em contato pelo e-mail: mousike@mousike.art.br

Referências:

AMORA, Antônio Soares Minidicionário Soares Amora da língua portuguesa. 4ª ed – São Paulo: Editora Saraiva, 1998.

SCHOENBERG, Arnold Harmonia. São Paulo: Editora UNESP, 2001.

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Leandro Fonseca fb.com/leandrofonsecatgk
Compositor, Professor, Músico, Produtor e Diretor da Mousikê
Youtube

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Megadeth: De “The Call of Ktulu” à “Dystopia”

Megadeth: De “The Call of Ktulu” à “Dystopia”

“Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. – Antoine L. Lavoisier

Antes de ser expulso do Metallica, em 1983, Dave Mustaine já tinha contribuído com material  para os dois primeiros álbuns da banda, Kill ‘em All e Ride the Lightining (Metallica, 1983 e 1984). Pouco depois, incluiu sua “versão” da música “The Four Horsemen” no disco de estreia do Megadeth, Killing is my Business (Megadeth, 1984).

– The Four Horsemen 

– Mechanix 

A progressão de acordes de “The Call of Ktulu”, do álbum Ride the Lightning (Metallica, 1984), foi reaproveitada mais tarde como introdução do grande clássico do álbum Rust in Piece, “Hangar 18” (Megadeth, 1990).

– The Call of Ktulu (começa aos 2:35)

– Hangar 18 

“Hangar 18” é uma das músicas mais importantes e mais conhecidas do Megadeth, quase sempre presente nas apresentações da banda.
Tão importante que no álbum The World Needs a Hero (Megadeth, 2005) há uma música chamada “Return to Hangar”, que apresenta uma nova letra e arranjo, mas preserva a estrutura e o material melódico.

No último álbum da banda, que por sinal acaba de completar 35 anos, mais uma vez, Mustaine vai buscar inspiração em “Hangar 18”. “Dystopia”, a faixa título (Megadeth, 2016), apresenta exatamente a mesma forma musical que “Hangar 18”.

– Dystopia 

Ouça e compare as duas músicas. Perceba como muitos elementos são parecidos, não somente a ordem das partes, mas o caráter também. Repare, por exemplo, na introdução, nos versos e solos entre os versos e nas mudanças e solos a partir da metade das músicas.

Abaixo, vídeos do Kiko Loureiro, atual guitarrista do Megadeth, praticando as músicas:

Trinta e cinco anos depois, vemos os temas, os arranjos, as formas se transformando e algo novo surgindo. E pensar que tudo começou com uma “simples” progressão de acordes em Ré Menor. Progressão, aliás, que é um bom exemplo do uso do cromatismo, outra característica marcante da banda. Outro exemplo do uso do cromatismo no Megadeth está aqui: https://youtu.be/lv4LUGhiROE

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Leandro Fonseca – Compositor, Professor, Músico, Produtor e Diretor da Mousikê fb.com/leandrofonsecatgk

Lançamento do álbum Sator Square Suite

No início de fevereiro saiu o primeiro single, Tenet:

Agora, no dia 20 de março, rolou o lançamento oficial do album: Sator Square Suite do guitarrista LEANDRO FONSECA.

Disponível no:
Bandcamp https://goo.gl/YjzFDa
Spotify https://goo.gl/dVMP8K
Deezer https://goo.gl/xXtBqz
Itunes https://goo.gl/pR3RWi
Youtube https://goo.gl/8bN9Vc

Capa

Sator Square Suite (2018)

Sator Square Suite é um álbum conceitual de 5 partes inspirado pelo famoso Quadrado Mágico (Quadrado Sator).

Cada música revela um pequeno episódio fictício que é apenas um guia para os ouvintes imaginarem e mergulharam em uma história contada somente por música instrumental.

“As composições são uma miscelânea de gêneros e influências que absorvi durante minha vida na música. Você encontrará metal progressivo, música latina, música brasileira (baião, maracatu, samba) e até mesmo uma citação de Mussorgsky.
Espero que você curta essa jornada, assim como eu curti compor e gravar com meus amigos Adriano e Matheus.”

Adriano Silva – Bateria e Percussão
YouTube Channel – https://goo.gl/xpWnNv
Leandro Fonseca – Guitarra, Teclado, Mix e Master
Youtube Channel – https://goo.gl/3MA26x
Matheus Manente – Baixo
YouTube Channel – https://goo.gl/hXR7mB

Arte da capa: Rodrigo Navarro

Track List:

1. Sator
2. Arepo
3. Tenet
4. Opera
5. Rotas

Todas as músicas foram produzidas e compostas por Leandro Fonseca.

Contatos:

facebook.com/leandrofonsecatgk
youtube.com/leandrofonsecatgk
instagram.com/leanfonsecatgk
leandrofonsecatgk.bandcamp.com

Apoio: Mousikê – http://www.mousike.art.br
Copyright 2018 © Todos os direitos reservados.

 

Sator Square Suite

 

1. Sator

Todo começo tem um fim…

Circa 1936

Nicholas e os outros discutem e tentam desvendar as inscrições da cripta encontrada na região central do sítio arqueológico.

 

2. Arepo (Aleph O)

O Alfa, O Omega e o Pater Noster.

Circa 1555

Há esperança!
Um cidadão de Lyon se recuperou da insanidade após comer três cascas de pão, cada uma inscrita com o Quadrado Mágico.

 

3. Tenet

O tempo passa. O presente é a conexão entre o passado e o futuro.

Circa 79 D.C.

Naquela manhã, um sentimento estranho pairava no ar. O silêncio foi interrompido. Primeiro, um leve tremor. E então… Algo errado. “CORRAM!”

 

4. Opera

Das cinzas às cinzas, do pó ao pó.

Tudo aconteceu tão rápido. Victoria, esposa de Proculus, apenas teve tempo de abraçar apertado seus sete filhos.
Pompéia foi soterrada pelas cinzas do Vesúvio.

Todos nós pereceremos. É hora de encontrar a redenção.

 

5. Rotas

… e todo fim tem um novo começo.

Circa 1925

As escavações avançam nas ruínas.
O grupo de arqueólogos encontra uma inscrição de um quadrado acróstico gravada em uma coluna próxima ao anfiteatro contendo cinco palavras Latinas: Sator Arepo Tenet Opera Rotas.

 

LEANDRO FONSECA é um compositor, professor, multi-instrumentista e produtor audiovisual brasileiro.
Além de seu trabalho autoral, atualmente ele é baterista da BRUCE FEVER (banda brasileira tributo ao BRUCE DICKINSON) e tecladista da COLLEGE RADIO (Pop/Rock Anos 90).
Leandro dá aulas de música online e na Mousikê, em São Bernardo do Campo/SP.
Também trabalha com bandas, produzindo, arranjando, dirigindo, filmando e editando vídeos.

Lançamentos anteriores:
– The Great Keeper Part I: The Dark (single 2015)

– Microestruturas (EP 2015)